terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dieta inadequada na infância pode influenciar desenvolvimento escolar

13/08/2008 - 10h38

da Efe, em Londres

Uma dieta inadequada nos primeiros anos da infância pode afetar o posterior desenvolvimento escolar das crianças, segundo indica um estudo publicado hoje no Reino Unido.

A pesquisa, realizada por especialistas das universidades inglesas de Londres e Bristol, assinala que as crianças que aos 3 anos consumiram muita comida de baixa qualidade nutricional --como alimentos muito processados ou com alto conteúdo de sal e açúcar-- progrediam menos no colégio.

Os especialistas descobriram que, em comparação com outras crianças, as que se alimentaram pior tinham 10% menos probabilidades de alcançar os níveis de desenvolvimento esperados entre os 6 e os 10 anos.

Também comprovaram que o regime alimentar em anos posteriores não tinha tanta influência sobre o desempenho na escola.

O trabalho apresentado hoje se baseou nos dados fornecidos por um estudo da Universidade de Bristol, que acompanha o desenvolvimento de 14 mil crianças desde seu nascimento, em 1991 e 1992.

Para chegar a suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta outros fatores que podem afetar o desenvolvimento escolar infantil, como baixa renda dos pais e más condições familiares.

Segundo a especialista em nutrição Pauline Emmett, da universidade de Bristol, o estudo mostra uma sólida associação entre hábitos alimentícios nos primeiros anos de vida e o posterior desenvolvimento escolar, e indica que as primeiras alimentações têm efeitos duráveis, à margem de mudanças posteriores na dieta.

"É muito importante que as crianças tenham uma dieta equilibrada desde a primeira infância, caso queiram tirar o máximo proveito da educação", ressaltou Emmett.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cresce o número de diagnósticos de câncer de mama em mulheres com menos de 40 anos

Via Minha Vida

Jovens pacientes dispensam os exames preventivos de rotina e ficam mais sujeitas à doença
Linha pontilhada

Pesquisa realizada pelo Hospital do Câncer de São Paulo revela que o número de mulheres afetadas com o câncer de mama cresceu 11% e, hoje em dia, afeta 16% das mulheres com menos de 40 anos. As estatísticas também revelam que uma em cada 20 mulheres desenvolverá esse tipo de doença no decorrer da vida e, pior, em 60% a 70% dos casos, o diagnóstico é feito tardiamente, com o tumor já em fase adiantada.

A doença é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina entre 39 e 58 anos de idade e, no Brasil, estima-se que mais de 40 mil novos casos sejam diagnosticados neste ano. Embora não substitua as visitas ao médico, o maior aliado das mulheres é o auto-exame, responsável por detectar cerca de 75% dos casos. As chances de cura são de 90% quando a doença é detectada no início (tumores de 2 cm, em média). A inspeção visual e a palpação de cada mama pela própria mulher devem ser realizadas geralmente do 7º ao 10º dia após o início da menstruação.

A especialista em Radiologia do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ DASA Maria Helena Louveira, lembra que, no caso de jovens, não é indicada a mamografia sem recomendação profissional. Temos que lembrar que este exame inclui a emissão de radiação ionizante. Quando aplicada de forma excessiva, ela pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia caso a paciente não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que o justifiquem , ressalta.

A mamografia deve ser realizada entre 35 e 40 anos de idade e se submeter e ser repetida anualmente a partir dos 40 anos. Os principais sinais do tumor são o aparecimento de nódulo palpável nos seios ou de ínguas nas axilas, modificações na forma e tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modificações na pele, na aréola mamária ou no mamilo. Nem todos os nódulos palpáveis na mama representam um tumor maligno. Também existem as alterações benignas, como os cistos e os fibroadenomas, que podem ser percebidos ao toque e têm evolução favorável , finaliza Maria Helena Loureira.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Resistência à insulina

11/8/2008

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Um estudo realizado com adolescentes obesos demonstrou a relação entre distribuição da gordura corporal e resistência à insulina, distúrbio que foi verificado em 57,1% dos participantes.

A resistência à insulina é uma desordem metabólica que pode aumentar o risco de doenças crônicas. Segundo os pesquisadores, a gordura do tronco foi significativamente associada com o problema, demonstrando a importância clínica da obesidade abdominal durante a adolescência. O trabalho encontrou também valores elevados de insulina em 40,2% dos adolescentes pós-púberes.

"Os resultados obtidos reforçam a importância do controle de peso para a saúde dos adolescentes tendo em vista as complicações metabólicas apresentadas e o aumento no risco de doenças e agravos não transmissíveis, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares", disse a primeira autora do estudo, Luana Caroline dos Santos, professora adjunta de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), à Agência FAPESP.

O trabalho foi publicado na revista São Paulo Medical Journal, tendo como outros autores os professores Isa de Pádua Cintra e Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, e Lígia Araújo Martini, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Participaram da pesquisa, resultado da tese de doutorado defendida por Luana na FSP-USP, 49 adolescentes obesos – 12 meninos e 37 meninas – com média de idade de 16,6 anos e média de índice de massa corpórea (IMC) de 35 kg/m². Ficaram de fora jovens com doenças crônicas, que tomassem medicamentos alteradores de peso, glicose e do metabolismo lipídico ou que apresentassem peso acima de 120 quilos.

Segundo o estudo, os resultados permitem relacionar o acúmulo de gordura, sobretudo aquele localizado na região central, com a resistência à insulina.

"Identificamos que a obesidade, mesmo em idades precoces, altera o controle metabólico do organismo e aumenta a possibilidade de desordens como a resistência à insulina", disse Luana, ao destacar que a população de estudo se constituía de adolescentes clinicamente saudáveis e que apresentava excesso de peso ainda sem tratamento.

Mudanças alimentares

De acordo com Lígia Martini, orientadora da pesquisa, a resistência à insulina que acomete os adolescentes é similar à verificada em adultos, inclusive com elevação do risco de ocorrência de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

"O problema é mais fácil de ser tratado quanto mais precocemente for verificado e envolve mudança de modos de vida, incluindo a prática de atividade física, e a adoção de uma dieta equilibrada para redução e controle do peso. Em alguns casos, pode ser necessária a inserção concomitante de terapia medicamentosa", disse a professora do Departamento de Nutrição da FSP-USP.

Segundo ela, o aumento da ocorrência da resistência à insulina verificado nas últimas décadas se deve à chamada transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento nas taxas de mortalidade específica por doenças transmissíveis e pela redução das não transmissíveis, por mudanças de hábitos alimentares e pelo aumento da obesidade. Além disso, pesou também o acelerado envelhecimento da população e a rápida difusão de hábitos e comportamentos, atribuída ao processo de globalização.

"A mudança dos hábitos alimentares verificada na população brasileira certamente representa o fator de maior impacto nesse quadro, associado ao aumento da inatividade física. Os fatores genéticos também são importantes, mas são responsáveis por menos de 10% dos casos de resistência à insulina", afirmou.

Gorduras localizadas

O estudo avaliou a composição corporal de gordura e músculos. Para medir o consumo de alimentos, os participantes anotaram por três dias não consecutivos os alimentos consumidos, incluindo líquidos e suplementos alimentares. A resistência à insulina foi calculada pelo índice Homa-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance).

"Essa metodologia foi escolhida considerando os objetivos propostos para o estudo. As limitações eram pequenas, como incapacidade de avaliação de indivíduos com peso superior a 120 quilos ou o esquecimento da anotação de algum alimento no registro alimentar para avaliação do consumo alimentar", explicou Luana.

O maior número de meninas se deveu a maior resposta aos anúncios de divulgação do trabalho. "A obesidade no sexo feminino se caracteriza freqüentemente pela maior deposição de gordura na região glúteo-femural (gordura ginóide), enquanto no sexo masculino a deposição ocorre comumente na região abdominal (gordura andróide). A localização da obesidade na região abdominal está mais relacionada à ocorrência de desordens lipídicas, hipertensão, diabetes e aumento do risco cardiovascular", disse.

Segundo a autora, o estudo prosseguiu com o atendimento interdisciplinar dos adolescentes no Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Unifesp por dez meses, quando se verificou redução significativa da resistência à insulina. Mas os novos dados ainda não foram publicados.

Para ler o artigo Body trunk fat and insulin resistance in post-pubertal obese adolescents, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico

Via blog do Chicão

Quem ler o texto "Agricultura limpa" aqui no blog do chicão vai saber de uma boa medida ecológica do nosso país. Lá no texto eu expliquei que a lei foi conquistada a duras penas e muita luta dos movimentos ecológicos e movimentos ligados à saúde.Recebi alguns emails indignados.

Me chamando de esquerdista (um elogio para mim), comunista, etc.Hoje saiu esta reportagem na folha de São Paulo, leiam com atenção. É muito importante, porque é a comida que você come e dá para seus filhos."Trabalho da Anvisa verificava a segurança das substâncias de 99 agrotóxicos, muitos deles usados em excesso no país.

Decisão ocorreu após ação do sindicato das indústrias de defensivos agrícolas (OBSERVEM NO NOME, MUDARAM PARA QUE OS AGROTÓXICOS PARECESSEM MAIS "BONZINHOS")Procuradoria Geral da República vai recorrer.Liminar concedida pela Justiça Federal suspendeu o programa de reavaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O trabalho iria avaliar, neste ano, ingredientes que compõem 99 agrotóxicos usados em várias culturas. Muitos desses agrotóxicos são usados EM EXCESSO.

Análise feita pela Anvisa em 2007 mostrou que 40% do tomate e do morango vendidos em supermercados tinham agrotóxicos acima do recomendável. A decisão, do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara Federal do Distrito Federal, decorreu de um mandado de segurança ingressado pelo Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas), que alega falta de transparência da Anvisa. A Procuradoria Geral da República vai recorrer.

Desde 2001, o programa da Anvisa proibiu o uso de cinco ingredientes ativos, responsáveis pela fabricação de mais de 80 agrotóxicos, e restringiu a utilização de outros quatro, presentes em 60 marcas. Na prática, a decisão judicial proíbe que a Anvisa suspenda ou restrinja a venda de produtos que contenham nove substâncias -metamidofós, fosmete, tiran, triclorfom, parationa metílica, carbofurano, forato, endossulfam e paraquate- amplamente usadas em culturas como da batata e do tomate.

Seis desses ingredientes -triclorfom, parationa metílica, carbofurano, forato, endossulfam e paraquate- estão PROIBIDOS pela União Européia.

Já o tiran teve o REGISTRO CANCELADO VOLUNTARIAMENTE pela fabricante nos EUA.O metamidofós tem USO RESTRITO nos EUA e na União Européia e foi PROIBIDO na China e na Índia.

Segundo a Anvisa, nos últimos meses, vários fabricantes de agrotóxicos ingressaram com ações judiciais solicitando que NÃO SEJAM PUBLICADOS OS RESULTADOS DAS REAVALIAÇÕES. Argumentam desde a inobservância do processo legal até o direito de imagem das empresas.

Para a toxicologista Rosany Bochner, da Fiocruz, a decisão representa um retrocesso para o país. A Fiocruz é parceira da Anvisa no trabalho de reavaliação dos agrotóxicos. "O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM GRANDE DEPÓSITO DE PORCARIAS. Os agrotóxicos que as empresas não conseguem vender lá fora, que têm indicativo de problemas, são empurrados para a gente.

"Segundo ela, é papel da Anvisa avaliar o uso dos agrotóxicos e suspendê-los ou restringi-los diante de evidências científicas. Ela diz que, em 2006, ao menos 5.873 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos."Se a ciência descobre que determinados ingredientes de agrotóxicos são nocivos à saúde -seja de quem consome, seja de quem trabalha com eles-, você não pode reavaliá-los por força de liminar?", questiona Sandra Cureau, subprocuradora-geral da República.

domingo, 29 de junho de 2008

EUA registram três milhões de casos de diabetes a mais nos últimos anos

da France Presse, em Washington

Vinte e quatro milhões de americanos sofrem de diabetes, um aumento superior a três milhões apenas nos últimos dois anos, segundo cifras do governo dos Estados Unidos.

A informação, publicada pelos CDC (Centros para o Controle de Enfermidades e Prevenção), mostra que cerca de 8% da população americana tem a temida doença, associada a altos níveis de glucose no sangue e que pode levar a problemas cardíacos, cegueira, falha nos rins e amputações de membros.

Calcula-se que cerca de 57 milhões de pessoas têm "pré-diabetes" e enfrentam um alto risco de padecer da doença.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas entrevistadas que ignorava ter a doença diminuiu 30% em comparação a 2005.

A diabetes é a sétima causa de morte nos Estados Unidos, e cobra mais de 200.000 vidas por ano.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Curso Prático de Alimentação de Alta Vitalidade - RJ (novas datas)

A Cia. Ecológica do Brasil em parceria com a Academia Honnō® de Saúde, está oferecendo cursos de Alimentação relacionados aos conhecimentos da dietética da Medicina Tradicional Oriental, da Alimentação Viva e da dieta Vegetariana integrados aos conhecimentos de nutrição aplicados ao dia-a-dia da dieta brasileira. Conforme os preceitos do Sistema Honnō, pretendemos dar continuidade a um programa de alimentação equilibrada.

Curso Prático de Alimentação de Alta Vitalidade : Sistema Honnō® de Saúde
Honnō-Ryori - Reeducação da mente e corpo para a nutrição do organismo através da prática culinária.

Organização: Clarissa Hashimoto Taguchi
Revisão: Dr. Sohaku Bastos

Módulo Básico I* – Pratos para o dia-dia

Aprenda a preparar alimentos nutritivos, saudáveis e de Alta Vitalidade de maneira simples e saborosa, combinando elementos para o seu dia-a-dia.

Data: Dia 25 (4ª) de junho de 2008, das 9h às 15h.
Ou dia 05 (sáb) de julho de 2008, das 9h às 15h.

Módulo Basico II
Data: Dia 28 (sáb) de junho de 2008, das 9h às 15h.

Próximas datas e informações: aqui.

Local: Laranjeiras, Rua Alice 1150

Em nossa culinária utilizamos ingredientes frescos, de origem vegetal e sem aditivos químicos, sendo as hortaliças orgânicas da época, seguindo-se o princípio da Medicina Natural Honnō.

Vagas limitadas com aulas práticas, permitindo o aluno interagir na elaboração dos pratos.

*Após o "Módulo Básico I - Pratos para o dia-dia", o aluno poderá escolher os módulos restantes de seu interesse.

Básico I - Pratos para o dia-dia
1) Qual o melhor alimento para o homem?
2) Quais alimentos consumimos?
3) A má notícia
4) É somente a dieta que importa?
5) O que é Energia Vital dos alimentos?
6) O que vamos comer?
7) Alimentos crus, in natura e preparados
8) Germinando as sementes
10) O arroz integral
11) Cozinhando Legumes I
12) Cozinhando Verduras I
13) Preparando a Salada I
14) Uma salada viva I
15) Uma sobremesa viva I

Básico II – Combinações essenciais
17) Fundamentos da dietética chinesa
18) Os cinco elementos
19) Reconhcendo sabores
20) Dieta Vegetariana
21) Combinando crus e cozidos
22) O que vamos comer?
23) Germinando as sementes II
24) Almondegas de arroz integral
25) Gersal e Gerfibra
26) Cozinhando Legumes II
27) Cozinhando Verduras II
28) Preparando a Salada II
29) Uma salada viva II
30) Uma sobremesa quente

Vegetais orgânicos têm mais nutrientes

Uma revisão em cerca de 100 estudos científicos concluiu que, na média, frutas, verduras e legumes orgânicos têm mais vitaminas, minerais e antioxidantes benéficos do que suas contrapartes convencionais.

No novo relatório, cientistas da ONG The Organic Center examinaram cuidadosamente as pesquisas e contrastaram a quantificação de alguns nutrientes em alimentos cultivados sob os sistemas orgânico e convencional. Os cientistas descobriram que os vegetais
orgânicos possuíam níveis mais altos dos nutrientes avaliados em 61% dos casos.

Além disso, os alimentos orgânicos tenderam a ter maiores níveis de antioxidantes e polifenóis, nutrientes que estão pouco presentes nas dietas americanas. Em contraste, os alimentos convencionais tinham maiores níveis de potássio, fósforo e proteína total, nutrientes que já estão presentes em quantidades suficientes nas dietas comuns.

A Organic Center irá atualizar estes dados à medida em que forem publicados novos estudos comparando alimentos orgânicos e convencionais.

Leia a íntegra do relatório em inglês em:
http://www.organic- center.org/ science.nutri. php?action= view&report_id=126

Fonte:
Union of Concerned Scientists FEED, Abril de 2008.
http://www.ucsusa. org/food_ and_environment/ feed/feed- april-2008. html#4

Soja mata: Carne de pastagens naturais é mais saudável, artigo de Norbert Suchanek

Por Ecodebate.
Junho 21, 2008

[EcoDebate] O governo Lula, o Ministro do Agricultura, o Ministro do Meio Ambiente e os sucroalcoleiros, na questão de biocombostíveis, sempre argumentam que nós temos dezenas de milhões de hectares de pastagem para o aumento da produção de biocombustíveis. E que isso não vai afetar o preço do carne nem o preço do leite ou do queijo, porque no mesmo momento o Brasil vai intensificar a produção de carne e leite. O que significa isso? Nada mais e nada menos do que aconteceu de certa forma na Europa, 30 anos atrás.

Boi e vaca não puderam mais comer comida natural em um ambiente natural. Grandes estábulos com ar condicionado foram construídos para engordar os animais, com comida artificial, numa grande quantidade importada do Brasil: a soja! Na realidade, os animais nestas instituições de engorda são torturados e transformados de um consumidor de grama natural numa criatura industrializada, que transformou no seu corpo a soja em carne e leite.

Isso criou dois resultados: No Brasil, a destruição de grande parte do Cerrado por causa da produção da soja, inclusive o avanço dos produtores de soja até a floresta amazônica; e na Europa o aumento das doenças civilizatórias, conectadas com a gordura dos animais como doenças cardíacas e câncer - as principais causas de morte no mundo hoje.

Mas, já antes de 2005, para os cientistas e médicos internacionais foi muito claro. Porque a gordura de um animal, que come soja o outros grãos, faz mal para a saúde. A palavra chave é “ômega-3″. Os ácidos graxos ômega-3 são os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) que ajudam o corpo humano em defesa de doenças civilizatórias. Eles diminuem a pressão alta do sangue, diminuem o crescimento de tumores, diminuem a inflamação dos intestinos e diminuem reações alérgicas.

Mas estes ácidos de ômega-3, que todo mundo sabe ter em grande quantidade nos peixes dos mares frios, existem também na grama das pastagens. Por isso, a carne do boi e o leite da vaca, gerados por animais que comem a comida natural das pastagens, têm também uma grande quantidade de ômega-3. Dois terços da gordura da grama da pastagem são os bons ômega-3.

Mas as carnes, os ovos e os laticínios da produção industrial à base de milho e soja quase não têm nada de ômega-3. Ao contrário, animais que comem esses grãos desenvolvem uma grande quantidade de uma outra gordura ácida com o nome de ômega-6. Isso criou uma relação entre ômega-3 e ômega-6 a-natural que faz mal para a saúde humana.

Então, o projeto atual dos empresários e lideranças do Brasil, como Blairo Maggi, é copiar este erro que os europeus e norte-americanos fizeram 30 anos atrás. O aumento da produção de carne e leite à base de soja, aqui no Brasil, vai resultar em um aumento das doenças civilizatórias na população brasileira. E não vai salvar os biomas ameaçados pelo agrobusiness. Porque a produção intensiva de carne e de leite depende de dois produtos agroindustriais, a soja e o milho, que a cada ano destroem cada vez mais os biomas do sul, do leste e do centro do Brasil.

O meu pensamento é: Deixem as animais nas pastagens! E andem menos de carro. Isso é muito mais saudável para nós como seres humanos e para a ecologia em geral. A substituição de pastagens com cana-de-açúcar e soja, ou como na região das Pampas no Sul do país com eucaliptos, é o problema e não a solução!

Norbert Suchanek, Rio de Janeiro.
Correspondente e Jornalista de Ciência e Ecologia, colaborador e articulista do EcoDebate.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ácidos graxos omega-3 plasmáticos em homens onívoros, vegetarianos, e vegans

Via http://www.vponline.com.br

As concentrações plasmáticas de ácidos graxos omega-3 estão reduzidas em vegetarianos e em vegans do que em onívoros. Os dados não estão disponíveis se estas concentrações diferem entre vegetarianos e vegans a curto e longo prazo. O estudo comparou a composição plasmática de ácidos graxos em consumidores de carne, vegetarianos, e em vegans e examinou se as proporções de ácido eicosapentanóico (20:5n–3; EPA), ácido docosapentanóico (22:5n–3; DPA), e ácido docosaexaenóico (22:6n–3; DHA) estavam relacionados com a duração da aderência das dietas ou com as proporções do ácido linoléico plasmático (18:2n–6; AL) e ácido linolênico (18:3n-3; ALA). O estudo incluiu 196 indivíduos onívoros, 231 vegetarianos, e 232 vegans. Dados antropométricos, da dieta, e tabagismo foram obtidos através de um questionário. A composição total de ácidos graxos no plasma foi mensurada. As proporções de EPA e DHA plasmáticos estavam menores nos vegetarianos e vegans do que nos onívoros, e apenas pequenas diferenças foram vistas no DPA. As proporções de EPA, DPA e DHA plasmáticas não estavam significativamente associadas com a duração das dietas, que variou entre 1 e 20 anos. Nos vegetarianos e vegans, o DHA plasmático estava inversamente relacionado com o ácido linoléico plasmático. O estudo concluiu que as proporções plasmáticas de ácidos graxos omega-3 não estavam significativamente afetadas pela duração de uma dieta vegetariana ou vegan. Este resultado sugere que quando alimentos de origem animal forem excluídos da dieta, a produção endógena de EPA e DHA resulta em baixas, porém estáveis concentrações plasmáticas destes ácidos graxos.



Referência Bibliográfica:

ROSELL, MS. LLOYD-WRIGHT, Z. APPLEBY, PN. et al. Long-chain n–3 polyunsaturated fatty acids in plasma in British meat-eating, vegetarian, and vegan men. Am J Clin Nutr, 82(2): 327-334, 2005.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Vitaminas podem encurtar a vida e não prolongá-la, diz estudo

Comprimidos com antioxidantes são usados por quem quer retardar a velhice.
Médicos alertam que eles devem ser consumidos com muito cuidado.

Do New York Times via G1 em 16/05/2008 - 19h40

* » Estudo indica que vitaminas podem fazer mal à saúde
* » Vitamina E pode estender tempo de vida de pacientes com Alzheimer
* » Estudo liga altas doses de vitamina E a câncer do pulmão

Um estudo sobre 67 testes aleatórios realizados com suplementos antioxidantes não encontrou nenhuma evidência de que eles prolonguem a vida e ainda descobriu uma forte evidência de que eles podem encurtá-la. Os testes incluíram quase 250 mil participantes, incluindo pessoas saudáveis e pessoas com vários tipos de doenças.

Os autores do estudo descobriram que, no geral, suplementos antioxidantes não tiveram efeito sobre a mortalidade. No entanto, nos estudos mais extremos (19 testes duplo-cego com boa aleatoriedade e acompanhamento), suplementos em doses consideravelmente mais altas que aquelas contidas em pílulas com múltiplas vitaminas aparentaram aumentar o risco de morte em 16% para vitamina A, 7% para betacaroteno e 4% para vitamina E. Não houve diferença se os grupos testados estavam doentes ou saudáveis. Vitamina C e selênio, por outro lado, não tiveram efeito discernível.

Os autores defendem suas conclusões assertivamente. “Betacaroteno, vitamina A e vitamina E, administradas individualmente ou combinadas com outros suplementos antioxidantes, aumentam significativamente a mortalidade”, escrevem.

O estudo, publicado em 16 de abril na Cochrane Library, também conclui que é necessário realizar mais pesquisas sobre a vitamina C e o selênio. Mas os autores alertam que, devido aos riscos dos suplementos antioxidantes em geral, esses trabalhos deverão ser realizados sob a direção de comitês de segurança e com monitoramento de dados independente e cuidadoso.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Simbiótico melhora funcionamento intestinal em mulheres

Estudo argentino prospectivo, randomizado e aberto (ou seja, tanto os pesquisadores quanto os participantes conheciam o produto que estavam sendo ofertados) verificou que o consumo de iogurte contendo simbiótico melhorou parâmetros relacionados com a evacuação intestinal em mulheres com constipação funcional. Como o mau funcionamento intestinal ocorre mais freqüentemente em mulheres do que em homens, provavelmente pelo efeito hormonal (muitas vezes agravados na gestação) ou por características na anatomia pélvica, os autores optaram por estudar somente esse grupo.

Apesar de o trabalho avaliar os efeitos desse produto em mulheres com constipação intestinal, os pesquisadores também incluíram mulheres sem constipação para compararem com parâmetros de normalidade. Por isso, foram divididos dois grupos: um grupo de mulheres com constipação (266) e outro grupo de mulheres sem constipação (112) para receberem duas unidades/dia de iogurte contendo simbióticos com Bifidobacterim animalis DN 173-010 e inulina ou uma sobremesa láctea sem probiótico (grupo controle), durante quatro semanas.

A ingestão de fibras foi verificada nos dois grupos, mas não houve diferença significante: 8,7 ± 6,4 g/dia em mulheres com constipação e 9,4 ± 6,5 g/dia nas mulheres sem constipação.
Após período de estudo o grupo de mulheres com constipação e que consumiram o iogurte contendo simbiótico tiveram aumento na freqüência das evacuações quando comparadas com as que receberam a sobremesa controle (6,1 ± 2,7 contra 5,0 ± 2,6 evacuações/semana). Além disso, o consumo do simbiótico diminuiu a dor abdominal ao evacuar (0,1 ± 0,2 contra 0,2 ± 0,3), o esforço para evacuar (1,9 ± 0,8 contra 2,2 ± 0,9) e melhorou a consistência fecal (3,6 ± 1,0 contra 3,4 ± 1,0), comparadas com o grupo que recebeu a sobremesa controle. No grupo de mulheres sem constipação os efeitos também foram positivos para os mesmos parâmetros, mas com uma importância menor do que nas mulheres com constipação.

“Nosso estudo não foi desenhado para explicar os mecanismos envolvidos com os efeitos observados, mas podemos sugerir que a mudança na flora intestinal pode acelerar o trânsito intestinal no cólon por alterar a capacidade de absorção de água, e por isso melhorar o funcionamento intestinal. Também é possível que este tipo de intervenção possa modificar a resposta imune e neuroendócrina da mucosa intestinal, mas para afirmar isso teríamos que realizar um estudo por um maior período de tempo”, explicam os pesquisadores.

“É importante dizer que não houve efeitos adversos no consumo do iogurte com simbiótico e da sobremesa utilizada como controle, mostrando a alta segurança desses produtos. Aliás, o uso do placebo foi uma grande dificuldade para nós, pois entre outros motivos, não encontramos um produto que pudesse ter características similares ao iogurte sem que causasse algum efeito fisiológico ao sistema digestório humano”, argumentam. “Nossos resultados mostram que o iogurte com simbiótico pode melhorar significativamente os parâmetros relacionados à evacuação intestinal em mulheres com constipação funcional, mas devem ser excluídos os indivíduos intolerantes ao leite e derivados”, concluem.


Referência(s)De Paula JA, Carmuega E, Weill R. Effect of the ingestion of a symbiotic yogurt on the bowel habits of women with functional constipation. Acta Gastroenterol Latinoam. 2008;38:16-25.

Thiago Manzoni Jacintho para Nutritotal

Mudança na alimentação pode melhorar funcionamento do intestino

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Enjôo matinal agora é sinal de saúde

21 Mai 2008 17:27
Blogue da Superinteressante

As grávidas podem comemorar: a náusea e o vômito, presentes no início da gestação, são sinais de um bebê saudável. Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram milhares de casos e descobriram que mulheres que apresentavam enjôo tinham chances menores de aborto. E tem mais: as que vomitavam tiveram filhos mais saudáveis do que aquelas que sofriam com crises de náusea.

O estudo ajuda a entender por que tantas mulheres têm aversão a carnes, alguns vegetais, bebidas que contém cafeína e cheiros fortes como o de cigarro e álcool. Segundo os pesquisadores, esses alimentos e/ou substâncias podem conter micróbios naturais ou químicos que deformam o feto ou provocam o aborto. O corpo acaba criando uma proteção que, em vez de desenvolver moléculas para se defender contra essas toxinas, distancia-se delas.

E isso acontece bem no período em que o feto está mais suscetível a um distúrbio ou uma implicação – entre a sexta e 18ª semana de gravidez. Veja na tabela:

Divulgado resultado do monitoramento de agrotóxicos em alimentos

Fonte: http://www.nutritotal.com.br
Data: 20/05/2008
Autor(a): Chico Damaso

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde, avaliou durante o ano de 2007 cerca de 1200 amostras de alface, batata, morango, tomate, maçã, banana, mamão, cenoura e laranja. Do total, 207 foram classificadas como insatisfatórias, ou 17,28%.
Os resultados serão encaminhados pela Anvisa ao Ministério da Agricultura (Mapa), que é o órgão responsável pela fiscalização das lavouras, para que tome as providências junto dos produtores.
Para 2009, o Para passará a acompanhar oito novas culturas. Os produtos selecionados são abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.

De olho no tomate
Os principais problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. No caso da batata e da maçã, houve redução no número de amostras com resíduos de agrotóxicos.
O tomate foi o produto que mais chamou a atenção em todo o estudo. Quase 45% das 123 amostras analisadas apresentaram resultados insatisfatórios. Nas 55 culturas reprovadas, foi encontrada pelos técnicos a substância monocrotofós, que teve seu uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade. O uso da substância já foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam a investigação.

Nos tomates de mesa, assim como no morango e na alface, foram encontrados metamidofós. Ainda que os resíduos não tenham ultrapassado os limites tolerados para a alimentação diária da população, o agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial, aplicado por via aérea, trator ou pivô central, para evitar que o trabalhador rural seja intoxicado.
A boa notícia veio da análise da batata, que passou a ser monitorada em 2002. Naquela época, apresentou índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos. Este nível encontra-se hoje bem abaixo, tendo sido reduzido para 1,36%. A maçã também teve melhora. Da reprovação anterior de 5,33%, apresentou, em 2007, irregularidades em 2,9% das amostras.


Bibliografia(s)

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Notícias da Anvisa. Disponível em
http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/230408_1.htm. Acessado em 20.05.2008.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Disponível em
http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/residuos/index.htm. Acessado em 20.05.2008.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Agrotóxicos e Toxicologia. Monografias de Produtos Agrotóxicos Excluídas. Disponível em:
http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/monografias/index_excluidas.htm. Acessado em 20.05.2008.

Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Espaço Cidadão. O que é agrotóxico? Disponível em:
http://www.anvisa.gov.br/cidadao/agrotoxicos/define.htm. Acessado em 20.05.2008.


sexta-feira, 9 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Curso culinária

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Gastronomia Molecular em favor da saúde

Fonte : Nutritotal

O encontro da ciência com a arte favorece a saúde e o paladar.

A física e a química dos alimentos podem ser utilizados de maneira benéfica à saúde, priorizando qualidades e substituindo técnicas e ingredientes menos adequados. Este é o propósito da gastronomia molecular, que ganha adeptos no mundo inteiro. No Brasil, a nutricionista Andréa Esquivel é uma especialista na área e fala ao Nutritotal um pouco mais sobre o assunto.

Como a física e a química dos alimentos podem beneficiar a saúde?

Por meio de pequenas alterações em ingredientes ou até mesmo no preparo de um prato é possível obter inúmeros benefícios à saúde. Sabendo como utilizá-las, disponibilizamos os nutrientes da maneira mais adequada possível enriquecendo a comida.

Isso é feito por meio da substituição de alimentos por outros semelhantes, porém mais saudáveis?

A idéia de que para uma culinária saudável basta substituir ingredientes calóricos por outros mais light é equivocada. A maneira de prepará-los muitas vezes é muito mais importante. Além do que, os valores de minerais e vitaminas nas tabelas nutricionais devem servir apenas para orientação. Como as condições de plantio mudaram muito da época em que as tabelas foram elaboradas, muitos valores também mudaram de lá pra cá.

Qual deve ser o principal objetivo ao elaborar uma receita?

Um aspecto muito importante, sempre, é aguçar os cinco sentidos à mesa. Aroma, paladar, textura, aparência, quanto mais sentidos forem despertos, melhor a digestibilidade e a absorção. Assim, se deixamos de estimular um dos sentidos, também deixamos de lado uma grande chance de proporcionar prazer a quem está comendo.

E para as dietas de emagrecimento, quais as dicas?

Despertar os cinco sentidos de quem está comendo é também uma ótima maneira de reduzir a ingestão de calorias. Quanto mais sentidos estiverem despertos, maior a saciedade e menor o volume que será ingerido.

Um prato elaborado somente com ingredientes tidos com saudáveis, não será necessariamente um prato saudável?

Não basta preparar um prato bonito, saboroso e utilizar apenas ingredientes saudáveis. Sem a correta orientação, um pequeno detalhe no preparo pode colocar em risco as propriedades nutricionais daqueles ingredientes.

Poderia citar um exemplo?

Um bom exemplo disso é o licopeno. Embora pesquisas atestem que a substância, presente no tomate previna o câncer de próstata, não adianta comer um monte de tomates, pois o licopeno tem pouca disponibilidade na fruta in natura. A maneira de tirar proveito destes benefícios do licopeno é na forma de molho que, sem grande parte da água presente no tomate, o licopeno fica muito mais concentrado e disponível. E é possível potencializar ainda mais acrescentando azeite ao molho.

5 Steps to Get Ready for a Healthy Pregnancy

Fonte: http://www.cdc.gov/ncbddd/pregnancy_gateway/before.htm

  • Take 400 micrograms (mcg) of folic acid every
    day for at least 3 months before getting
    pregnant to help prevent birth defects.
  • Stop smoking and drinking alcohol.
  • If you have a medical condition, be sure it is under control. Some conditions include asthma, diabetes, oral health, obesity, or epilepsy. Also be sure that your vaccinations are up to date.
  • Talk to a health care professional about any over-the-counter and prescription medicines you are taking. These include dietary or herbal supplements.
  • Avoid contact with toxic substances or materials that could cause infection at work and at home. Stay away from chemicals and cat or rodent feces.