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segunda-feira, 28 de julho de 2008

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Official: organic really is better

From The Sunday Times
THE biggest study into organic food has found that it is more nutritious than ordinary produce and may help to lengthen people's lives.

The evidence from the £12m four-year project will end years of debate and is likely to overturn government advice that eating organic food is no more than a lifestyle choice.

The study found that organic fruit and vegetables contained as much as 40% more antioxidants, which scientists believe can cut the risk of cancer and heart disease, Britain’s biggest killers. They also had higher levels of beneficial minerals such as iron and zinc

Professor Carlo Leifert, the co-ordinator of the European Union-funded project, said the differences were so marked that organic produce would help to increase the nutrient intake of people not eating the recommended five portions a day of fruit and vegetables. “If you have just 20% more antioxidants and you can’t get your kids to do five a day, then you might just be okay with four a day,” he said.

This weekend the Food Standards Agency confirmed that it was reviewing the evidence before deciding whether to change its advice. Ministers and the agency have said there are no significant differences between organic and ordinary produce.

Researchers grew fruit and vegetables and reared cattle on adjacent organic and nonorganic sites on a 725-acre farm attached to Newcastle University, and at other sites in Europe. They found that levels of antioxidants in milk from organic herds were up to 90% higher than in milk from conventional herds.

As well as finding up to 40% more antioxidants in organic vegetables, they also found that organic tomatoes from Greece had significantly higher levels of antioxidants, including flavo-noids thought to reduce coronary heart disease.

Leifert said the government was wrong about there being no difference between organic and conventional produce. “There is enough evidence now that the level of good things is higher in organics,” he said.



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If you buy locally produced organic fruit & veg from an organic box scheme it is usually cheaper than buying ordinary produce from the supermarkets never mind organic produce. Less food miles too. It is a fallacy that the supermarkets are cheaper - look at the profits they make - they rely on consumers wanting convenience and buying everything in one place. Search out your local organic box scheme and support local farmers directly - cutting out the middleman saves you money and gives a better deal to everyone. Gill, Brough, England

Great to have the proof from 33 independent academic scientific institutuions ..it has been said many times over many years .. healthy soil = healthy plants = healthy animals = healthy humans.. and organics is about building soil health.. harrah that organic farming also supports the environment, fauna and flora diversity, ecology and the smaller family farms as well! eat well, support your families & the planets' (earth) .. health! catriona macmillan, Bondi Beach, australia

Organics = more nutrients Does it make sense to other people that because we're getting more nutrition, we feel full quicker and don't eat as much? Kerri Witt, Brisbane, Australia


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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Desertificação afetará alimentação mundial a partir de 2020

Genebra, 31 ago (EFE).- A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) alertou hoje para o fato de que a mudança climática está agravando a desertificação e que esta poderá dificultar a alimentação da população mundial a partir de 2020.

"Só 11% da superfície do planeta é cultivável e tem que (produzir o suficiente para) alimentar a população mundial, que atualmente é de 6,3 bilhões de pessoas e que, em 2020, segundo cálculos, será de 8,2 bilhões", afirmou em entrevista coletiva o responsável pelo Programa de Meteorologia para a Agricultura da OMM, Mannava Sivakumar.

Frente a esses dados, "questões como os nutrientes do solo, a degradação da terra, a segurança alimentar global e a qualidade ambiental adquirem maior importância", acrescentou.

Para analisar esse fenômeno e seus efeitos, mais de 2.000 especialistas de quase 200 países, agências da ONU, órgãos internacionais e organizações ambientalistas participarão, de 3 a 14 de setembro, em Madri, da 8ª Conferência da Convenção da ONU de Luta contra a Desertificação.

Segundo as previsões da OMM, a temperatura do planeta aumentará 0,4° C nos próximos 20 anos, a quantidade de chuvas aumentará nas latitudes altas e diminuirá na maioria das regiões subtropicais, as regiões atingidas pela seca aumentarão e as ondas de calor e as precipitações intensas se tornarão cada vez mais freqüentes.

A organização meteorológica destaca que, se essas previsões se concretizarem, a degradação dos solos aumentará, devido às secas e à erosão decorrente de chuvas torrenciais.

Tudo isso prejudicará a qualidade do solo e, conseqüentemente, seu rendimento. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de a superfície cultivável da Terra diminuir.

Sivakumar acha que "a produção agrícola de muitos países africanos será gravemente comprometida pela mudança do clima, já que, provavelmente, a extensão das terras cultiváveis diminuirá, assim como seu rendimento", especialmente no norte, no oeste e algumas áreas do sul do continente.

As regiões mais secas da América Latina também serão afetadas pela mudança climática, que favorecerá a desertificação e a salinização de campos de cultivo.

Além disso, "no sul da Europa, o aumento das temperaturas e a maior ocorrência de secas, que provocaram graves incêndios na Grécia, reduzirão a disponibilidade de água, o potencial de energia hidroelétrica e a produtividade agrícola", acrescentou Sivakumar.

Para agravar a situação, "muitos dos agricultores de todo o mundo não sabem muito bem o que está acontecendo e de que forma a mudança climática afetará suas colheitas", disse Sivakumar, cuja organização oferece seminários destinados a camponeses de países em desenvolvimento.

Fonte: EFE

sábado, 28 de julho de 2007

Sumiço de abelhas e caos no trânsito

GILBERTO DUPAS*

Aprendiz de feiticeiro, nossa civilização só desperta para os perigos de seus caminhos tecnológicos quando tragédias acontecem

OQUE tem a ver o recente sumiço das abelhas em várias partes do mundo com os imensos congestionamentos que infernizam a vida dos cidadãos das grandes cidades? Mais do que parece. O caos do trânsito, resultado da primazia do transporte individual, tem dramáticos efeitos sobre o tempo e a saúde das pessoas. Ao lado da emissão de gases e toxinas industriais, a poluição do ar por veículos é variável crítica tanto do aquecimento global e dos efeitos no clima como de doenças.

A British Air Foundation conduziu pesquisas provando que bastam seis horas pedalando no tráfego intenso para causar danos aos vasos sangüíneos, tornando-os menos flexíveis, reduzindo proteínas que previnem coágulos e favorecendo riscos cardíacos. O Laboratório de Poluição Atmosférica da USP estima que a poluição ambiental encurte em média dois anos da vida do paulistano.

O índice de abortos também aumenta, porque o fluxo arterial na placenta diminui; e há suspeitas de efeitos severos na fertilidade. Dados do banco de sêmen do hospital Albert Einstein confirmam que a concentração de espermatozóides no sêmen dos paulistanos caiu significativamente nos últimos dez anos. Entre as hipóteses estão poluição, excessivo consumo de produtos industrializados, estresse, medicamentos, produtos para queda de cabelo, exposição à radiação, substâncias tóxicas dos plásticos de embalagem, pesticidas e outros venenos da vida moderna.

"São coisas que as pessoas vão incorporando em sua dieta e fazem um estrago tremendo nas mitocôndrias e no DNA, causando não só a morte celular como também danos à motilidade e à morfologia", afirma Dirceu Mendes Pereira, da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Porém, o século 21 ficará conhecido como a era do automóvel popular. Carros de US$ 6.000, produzidos no padrão chinês, abarrotarão o mundo e farão crescer a degradação ambiental gerada ao fabricá-los e usá-los. Logo agora, quando questões vitais relativas ao clima e à saúde humana exigiriam o abandono radical do transporte individual em benefício do coletivo.

Mas, como convencer o cidadão chinês, indiano ou brasileiro de que a festa vai acabar justo quando ela chega à sua porta? Ou as grandes corporações globais, que já fazem os cálculos dos lucros em grande escala propiciados por essa nova fronteira de acumulação no "mercado dos pobres"? Mas o que têm abelhas com isso? Muito. No último outono do hemisfério Norte, elas deram para desaparecer. O mesmo fenômeno foi notado em vários países, inclusive no Brasil, causando perplexidade entre cientistas, apicultores -que chegaram a perder 50% de suas colméias- e ecologistas, todos alarmados com os danos ao ambiente e à agricultura se uma crise permanente ocorrer.

Afinal, abelhas são os grandes polinizadores naturais que viabilizam a formação de frutos e sementes. Cientistas da Universidade Harvard fazem hipóteses que incluem intoxicação por inseticidas, infecções por vírus e até radiação de telefones celulares. Quanto aos pesticidas, há inúmeras tragédias humanas que alguns já causaram. Por que não atingiriam as abelhas? Nos anos 1970-80, utilizados nos bananeirais da América Central, esterilizaram 30 mil homens.

Na ilha de Kyushu, no Japão, milhares de pessoas que consumiram óleo de arroz contaminado por dibromo cloropropano ficaram doentes e 112 morreram de intoxicação aguda, câncer e outras afecções; seus filhos herdaram distúrbios imunológicos e do desenvolvimento. A OMS estimou em 3 milhões o número de casos de contaminação desse tipo no mundo. Resíduos tóxicos como metais pesados são encontrados em animais das regiões mais distantes do mundo, numa poluição sistêmica global que atinge vegetais e humanos.

Quanto às ondas magnéticas, o planeta se tornou um imenso emissor delas, produto das múltiplas transmissões de rádio, TV, celular e radar, cujas conseqüências exatas sobre o meio ambiente e a saúde humana estamos longe de conhecer. Basta imaginar a brutal quantidade de emissão de ondas que poluem o espaço para que funcionem os 2 bilhões de celulares que abarrotam nosso globo. É razoável supor que afetem as abelhas?


Aprendiz de feiticeiro, nossa civilização só desperta para os perigos de seus caminhos tecnológicos quando tragédias acontecem. O sumiço temporário das abelhas pode ser mais um grave sintoma para que fiquemos em estado de alerta.

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GILBERTO DUPAS*, 64, é presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP. É autor de "O Mito do Progresso", entre outras obras.