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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Química de cosméticos pode afetar sexo de bebês

Qua, 08/10/08
por alexmansur |
categoria poluição

bebe4.jpgUm novo estudo indica que grávidas expostas a uma substância chamada ftalato, aditivo comum em plásticos e em cosméticos, têm maior probabilidade de dar à luz meninos com pênis menores ou malformação nos testículos. Algumas anomalias também podem fazer a aparência dos genitais desses bebês ficar mais feminina.

Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, como o cloro ftalato, um aditivo para deixar o plástico mais maleável. O grupo de compostos é tido como cancerígeno. Pode causar danos ao fígado, rins e pulmão, além de anormalidade no sistema reprodutivo. Os ftalatos estão presentes em alguns tipos de plástico e vários produtos de higiene pessoal, como fragrâncias, sprays de cabelo e verniz extra-brilho para unha.

A pesquisa foi feita com crianças de três diferentes regiões dos Estados Unidos. Os pesquisadores encontraram uma correlação forte entre as grávidas com níveis acima do normal da substância na urina e os efeitos nos bebês. “Os ftalatos são toxinas reprodutivas e deveriam ser eliminados dos produtos porque nós não precisamos deles”, diz Shanna Swan, diretora do Centro de Epidemiologia Reprodutiva da Universidade Rochester, que coordenou a pesquisa. O estudo foi publicado na revista científica Environmental Research.

O Conselho Americano de Química, que representa as empresas que fazem a substância (Exxon Móbil, Basf, Ferro Corporation e Eastman Chemical) divulgaram uma nota sugerindo cautela contra uma “interpretação exagerada de qualquer estudo individual”.

No entanto, os ftalatos são investigados há alguns anos. E já há outras pesquisas relacionando a substância a deformações no sistema reprodutivo.

(Alexandre Mansur)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Justiça proíbe agência de avaliar agrotóxico

Via blog do Chicão

Quem ler o texto "Agricultura limpa" aqui no blog do chicão vai saber de uma boa medida ecológica do nosso país. Lá no texto eu expliquei que a lei foi conquistada a duras penas e muita luta dos movimentos ecológicos e movimentos ligados à saúde.Recebi alguns emails indignados.

Me chamando de esquerdista (um elogio para mim), comunista, etc.Hoje saiu esta reportagem na folha de São Paulo, leiam com atenção. É muito importante, porque é a comida que você come e dá para seus filhos."Trabalho da Anvisa verificava a segurança das substâncias de 99 agrotóxicos, muitos deles usados em excesso no país.

Decisão ocorreu após ação do sindicato das indústrias de defensivos agrícolas (OBSERVEM NO NOME, MUDARAM PARA QUE OS AGROTÓXICOS PARECESSEM MAIS "BONZINHOS")Procuradoria Geral da República vai recorrer.Liminar concedida pela Justiça Federal suspendeu o programa de reavaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O trabalho iria avaliar, neste ano, ingredientes que compõem 99 agrotóxicos usados em várias culturas. Muitos desses agrotóxicos são usados EM EXCESSO.

Análise feita pela Anvisa em 2007 mostrou que 40% do tomate e do morango vendidos em supermercados tinham agrotóxicos acima do recomendável. A decisão, do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara Federal do Distrito Federal, decorreu de um mandado de segurança ingressado pelo Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas), que alega falta de transparência da Anvisa. A Procuradoria Geral da República vai recorrer.

Desde 2001, o programa da Anvisa proibiu o uso de cinco ingredientes ativos, responsáveis pela fabricação de mais de 80 agrotóxicos, e restringiu a utilização de outros quatro, presentes em 60 marcas. Na prática, a decisão judicial proíbe que a Anvisa suspenda ou restrinja a venda de produtos que contenham nove substâncias -metamidofós, fosmete, tiran, triclorfom, parationa metílica, carbofurano, forato, endossulfam e paraquate- amplamente usadas em culturas como da batata e do tomate.

Seis desses ingredientes -triclorfom, parationa metílica, carbofurano, forato, endossulfam e paraquate- estão PROIBIDOS pela União Européia.

Já o tiran teve o REGISTRO CANCELADO VOLUNTARIAMENTE pela fabricante nos EUA.O metamidofós tem USO RESTRITO nos EUA e na União Européia e foi PROIBIDO na China e na Índia.

Segundo a Anvisa, nos últimos meses, vários fabricantes de agrotóxicos ingressaram com ações judiciais solicitando que NÃO SEJAM PUBLICADOS OS RESULTADOS DAS REAVALIAÇÕES. Argumentam desde a inobservância do processo legal até o direito de imagem das empresas.

Para a toxicologista Rosany Bochner, da Fiocruz, a decisão representa um retrocesso para o país. A Fiocruz é parceira da Anvisa no trabalho de reavaliação dos agrotóxicos. "O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM GRANDE DEPÓSITO DE PORCARIAS. Os agrotóxicos que as empresas não conseguem vender lá fora, que têm indicativo de problemas, são empurrados para a gente.

"Segundo ela, é papel da Anvisa avaliar o uso dos agrotóxicos e suspendê-los ou restringi-los diante de evidências científicas. Ela diz que, em 2006, ao menos 5.873 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos."Se a ciência descobre que determinados ingredientes de agrotóxicos são nocivos à saúde -seja de quem consome, seja de quem trabalha com eles-, você não pode reavaliá-los por força de liminar?", questiona Sandra Cureau, subprocuradora-geral da República.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Males ambientais

24/10/2007 Por Murilo Alves Pereira, de Atibaia (SP)
Agência FAPESP – A relação entre as ciências da terra e as ciências médicas pode ajudar a entender muitos problemas de saúde humana. É o que indicam os trabalhos de uma equipe de pesquisadores responsável pelo Projeto de Geomedicina no Paraná, que busca compreender a influência de fatores ambientais na incidência de câncer em crianças naquele estado.

“O câncer é um doença multifatorial, não é possível associar a sua incidência diretamente a um único fator”, disse Bonald Figueiredo, médico do Instituto Pelé Pequeno Príncipe e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR), à Agência FAPESP.

Humberto Cereser Ibañez, mestre em informática pela UFPR, apresentou o projeto na Conferência sobre Geologia Médica, durante o 11º Congresso Brasileiro de Geoquímica, realizado em Atibaia (SP) até a próxima sexta-feira (26/10). Da França, Figueiredo participou do evento por meio de videoconferência.

O projeto sobrepôs o número de casos de neoplasias a levantamentos geoquímicos feitos nas bacias hidrográficas do Paraná, buscando uma relação entre essas informações.
O Paraná é, em todo o mundo, a região na qual ocorre a maior incidência do câncer de córtex adrenal, um tipo raro da doença – 3,5 casos por milhão, em média. A doença se desenvolve entre 10 meses e 3 anos de idade, mas tem início na gestação.

Segundo Ibañez, esse tipo de câncer está associado a uma mutação na proteína P-53, responsável pela proteção das células. “Essa proteína faz uma ‘vistoria’ da célula, verificando se está tudo em ordem”, explicou. Com a mutação, a célula se multiplica sem controle, fazendo crescer o tumor.

Todos os casos desse tipo raro de câncer apresentam a mutação, que se transmite por hereditariedade. A regra oposta, no entanto, é diferente: somente 5% das pessoas que possuem essa mutação desenvolvem o câncer. “Quando o câncer é identificado e tratado precocemente, a cura ocorre em 100% dos casos”, disse o pesquisador. Altos teores de contaminação
O Instituto Pelé Pequeno Príncipe iniciou as pesquisas em 2006 e busca fazer um mapeamento das cidades nas quais ocorrem casos da mutação. De 2006 a 2007, foram feitos cerca de 150 mil testes de DNA em crianças recém-nascidas. A intenção é atingir os 200 mil testes até abril de 2008. Algumas regiões do estado apresentam números elevados da doença, chegando a 5,56 casos por 100 mil habitantes.

Os casos da doença foram sobrepostos aos dados da Minérios do Paraná (Mineropar), empresa responsável pelo serviço geológico do estado que, entre 1995 e 1996, fez 736 coletas de água das bacias hidrográficas paranaenses.

No norte do estado foi encontrado chumbo em sedimentos em concentração de 564 partes por milhão. A região do Vale do Ribeira paranaense também apresentou teores elevados de chumbo e mercúrio.

Outra questão considerada pela pesquisa foi a quantidade elevada de agrotóxicos consumida. Segundo maior produtor agrícola do país, atrás somente do Mato Grosso do Sul, o Paraná está sujeito a grande carga de agentes químicos.

“Buscamos entender a doença tendo em vista o levantamento geoquímico e a questão dos agrotóxicos”, disse Ibañez. Um sistema disponível na internet mostra todas as informações obtidas nos diferentes estudos.

Em alguns casos, como o do Vale do Ribeira, percebe-se a coincidência entre o acentuado número de mortes por neoplasias e a contaminação ambiental. Na região, em que há presença de alto teor de chumbo, a mortalidade por leucemia é de 20 pessoas por 100 mil habitantes.
Mas tanto Ibañez como Figueiredo recomendam cautela na avaliação do assunto. “Ainda não é possível relacionar com certeza o chumbo e o câncer, mas essas informações servem como pistas para novas pesquisas”, disse Ibañez.

O próximo passo do projeto será tornar disponível na internet um link para outros pesquisadores interagirem com o trabalho. A Mineropar, por sua vez, inicia uma nova coleta para análise geoquímica dos mesmos 736 pontos pesquisados anteriormente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Relação direta

Agência FAPESP – Cientistas dos Estados Unidos e Canadá demonstraram que as concentrações de mercúrio em peixes respondem diretamente a mudanças na deposição atmosférica do elemento químico.

A pesquisa começou em 2001, em Ontário, no Canadá, e foi realizada em lagos experimentais do norte da província. O artigo foi publicado na edição de 17 de setembro da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

“Até agora havia sido difícil estabelecer uma relação direta, por causa de todos os outros fatores que afetam os níveis de mercúrio em peixes e de amplos depósitos de mercúrio que já estão no ambiente”, disse Reed Harris, principal autor da pesquisa, da Tetra Tech.

“Ao adicionar isótopos estáveis de mercúrio a todo um ecossistema por vários anos, nossa equipe conseguiu zerar os efeitos da mudança de deposição atmosférica do mercúrio. Os resultados foram dramáticos”, disse.

Segundo outro autor, Andrew Heyes do Laboratório Biológico Chesapeake, do Centro de Ciência Ambiental da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, a aplicação do isótopo estável revelou um grande impacto no ciclo de mercúrio nos mananciais. “Devemos continuar os estudos para fornecer indicações sobre a mitigação dos impactos de anos de deposição de mercúrio”, disse.

Para testar diretamente a resposta da contaminação de peixes às mudanças de deposição de mercúrio, os pesquisadores realizaram um experimento de ecossistema completo, aumentando a carga de mercúrio em um lago e em seu manancial com a adição de isótopos de mercúrio estáveis.

Os isótopos permitiram que a equipe pudesse distinguir entre o mercúrio aplicado experimentalmente e o mercúrio presente no ecossistema. Isso permitiu examinar a bioacumulação do mercúrio depositado em diferentes partes do manancial. Peixes com concentrações de metilmercúrio responderam rapidamente a mudanças na deposição de mercúrio durante os primeiros três anos do estudo.

“Essa é uma boa notícia. Significa que uma redução de cargas de mercúrio em lagos pode resultar em uma diminuição da presença de mercúrio em peixes dentro de alguns anos”, disse Cynthia Gilmour, do Centro de Pesquisa Ambiental Smithsonian, da Universidade de Maryland. “O estudo mostra os claros benefícios da regulação das emissões de mercúrio e a eficácia a curto prazo da redução de emissões.”

Os níveis de mercúrio no meio ambiente têm aumentado várias vezes em escala global desde a era pré-industrial, devido às emissões de fábricas movidas a carvão, fusão de metais e outras fontes. O mércúrio é persistente no meio ambiente, tóxico para humanos e para a vida selvagem.
O artigo Whole-ecosystem study shows rapid fish-mercury response to changes in mercury deposition , de Reed Harris e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

China and Vietnam battle lethal pig disease

Scientists believe a deadly strain of the pig virus that causes 'blue-ear disease' has evolved after cases were reported this year in China and Vietnam.

China has reported losing or culling over 600,000 pigs with blue-ear disease —porcine reproductive and respiratory syndrome — since mid-2006 when this strain first appeared. Vietnam began reporting cases in March this year.

Blue-ear disease weakens the infected pig's immune system. Adult animals often survive, but piglets frequently die from secondary bacterial infections, which can turn ears blue.

But sows and piglets are dying in the current outbreak. A group from the Institute of Microbiology in Beijing have described a genetic variation in the virus that they believe may be responsible for its increased deadliness.

Some media outlets have accused China of not sharing virus samples, but the Food and Agriculture Organization (FAO) in Beijing says this is premature, stating that it has not yet asked the Chinese government for samples or permission to investigate the outbreak, but intends to make a request soon.

The Vietnamese government has already requested assistance from the FAO after outbreaks increased in June and July. Samples are currently being analysed in US-based laboratories.

Link to full article in Science

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Idade cronológica X idade biológica

A longevidade pode ser definida como o desejo do ser humano de prolongar a vida, retardar ou controlar o envelhecimento.

Hoje em dia encontramos pessoas que aparentam mais idade do que realmente têm e também o contrário, pessoas com menos idade do que o real, surgindo um questionamento em cima desses fatos. Uns envelhecem mais rápido e outros mais lentamente, dependendo da hereditariedade e do meio em que vivem. Quando escutamos relatos de doenças que tinham uma relação com a idade, tais como hipertensão arterial, derrame cerebral, infarto do miocárdio, entre outras, acontecerem em diferentes etapas da vida, podemos chegar à conclusão que a verdadeira idade de uma pessoa não é medida em números de anos transcorridos desde o nascimento (idade cronológica) e sim de uma idade interna. Desta forma tais doenças e também a saúde dependem mais da idade biológica do que da cronológica.

A idade biológica está relacionada com o corpo e sua vulnerabilidade mediante a sinais críticos e seus processos celulares.

A sobrevida máxima que um indivíduo pode ter é de aproximadamente 120 anos, que é o tempo que o fenômeno natural do crescimento, maturidade e do envelhecimento levam para se desenvolverem, isso se o meio em que vive for adequado. Caso isso não aconteça à duração cronológica é reduzida.

Com o passar de cada ano a idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois o tempo biológico é diferente do tempo físico. Para alguns estudiosos o envelhecimento não é meramente o efeito acumulativo de doenças crônicas individuais e sim uma síndrome de identidade bioquímica e fisiológica, portanto passível de ser quantificada. Esta quantificação em forma de idade biológica não deve se concentrar apenas nas pessoas idosas, ela deve fazer parte de um procedimento habitual clínico e deve ser acompanhado desde os primeiros anos de vida, para que possamos ter tempo físico de agir preventivamente e assim melhorarmos a qualidade de vida enquanto envelhecemos.

É importante o conhecimento do poder que cada um de nós tem em modular nossa expressão genética e otimizar nossas funções orgânicas, com isso retardar o máximo o envelhecimento que nada mais é, que a perda progressiva de reserva funcional associada a maior incidência de processos patológicos.

"Quase todas as características associadas ao envelhecimento podem ser moduladas por fatores nutricionais, estilo de vida e ambientais". (Bland. J. S. Phd).

Um programa de vida para atingirmos a longevidade com vitalidade positiva focaria numa excelente hidratação e alimentação, comendo com qualidade, dando prioridade a frutas, legumes, verduras e fibras no seu cardápio diário. Depois uma boa noite de sono, pois nesse momento o organismo renova várias células (regeneração do DNA mitocondrial). A exposição à luz solar por pelo menos uma hora também vai ajudar, entre outras funções, a estimular a produção de serotonina. Cuidar do intestino deve ser incluído nesse programa para que não haja um desequilíbrio da microbiota intestinal e aumento da permeabilidade, comprometendo a absorção de nutrientes e entradas de toxinas na circulação sanguínea.

Procurar se manter ativo seja com exercício físico e/ou ler, estudar, meditar, passear também faz parte, sendo esses procedimentos, grandes aliados na busca da tão sonhada longevidade.

Fonte: Andrezza Botelho para Nutconsult

sábado, 28 de julho de 2007

New WHO report tackles children's environmental health

27 JULY 2007 GENEVA -- The World Health Organization (WHO) is today releasing the first ever report highlighting children's special susceptibility to harmful chemical exposures at different periods of their growth.

This new volume of the Environmental Health Criteria series, Principles for Evaluating Health Risks in Children Associated with Exposure to Chemicals, is the most comprehensive work yet undertaken on the scientific principles to be considered in assessing health risks in children. It highlights the fact that in children, the stage in their development when exposure occurs may be just as important as the magnitude of the exposure.

The scientific principles proposed in the document for evaluating environmental health risks in children will help the health sector, researchers and policy makers to protect children of all ages through improved risk assessments, appropriate interventions and focused research to become healthy adults.

"Children are not just small adults" said Dr Terri Damstra, WHO’s team leader for the Interregional Research Unit. "Children are especially vulnerable and respond differently from adults when exposed to environmental factors, and this response may differ according to the different periods of development they are going through. For example, their lungs are not fully developed at birth, or even at the age of eight, and lung maturation may be altered by air pollutants that induce acute respiratory effects in childhood and may be the origin of chronic respiratory disease later in life."

Air and water contaminants, pesticides in food, lead in soil, as well many other environmental threats which alter the delicate organism of a growing child may cause or worsen disease and induce developmental problems. Over 30% of the global burden of disease in children can be attributed to environmental factors.

Children have different susceptibilities during different life stages, due to their dynamic growth and developmental processes. Some examples of health effects resulting from developmental exposures prenatally and at birth include miscarriage, still birth, low birth weight and birth defects; in young children, infant mortality, asthma, neurobehavioural and immune impairment; and in adolescents, precocious or delayed puberty. Emerging evidence suggests that an increased risk of certain diseases in adults such as cancer and heart disease can result in part from exposures to certain environmental chemicals during childhood.

The vulnerability of children is increased in degraded and poor environments. Neglected and malnourished children suffer the most. These children often live in unhealthy housing, lack clean water and sanitation services, and have limited access to health care and education. For example, lead is known to be more toxic to children whose diets are deficient in calories, iron and calcium. One in five children in the poorest parts of the world will not live longer than their fifth birthday, mainly because of environment-related diseases.

This central focus of this new study is on the child including developing embryo, fetus, infant and adolescent, and on the need to have a good understanding of the interactions between exposure, biological susceptibility, and socioeconomic and nutritional factors at each stage of a child’s development.

The work was undertaken by an Advisory group of 24 scientific experts, representing 18 countries, and convened to provide insight, expertise, and guidance, and to ensure scientific accuracy and objectivity. Once the text was finalized, it was then sent to over 100 contact points throughout the world for review and comment, and also made available on WHO's International Programme of Chemical Safety (IPCS) web site for external review and comment for a period of 2 months.

For further information contact:
Ms. Nada Osseiran
Communications and Advocacy officer
Public Health and the Environment
WHO, GenevaTel.: +41 22 791 4475Fax: +41 22 791 4127
E-mail: osseirann@who.int

Gregory Hartl
Communications AdvisorHealth and Sustainable Development
WHO, GenevaMobile: +41 79 20 36 715
E-mail: hartlg@who.int