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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

OMS aponta as principais causas de morte


Sandra Pereira
Em todas as regiões do planeta, os homens de 15 a 60 anos correm maior risco de morte do que as mulheres na mesma faixa etária, apontou a OMS (Organização Mundial da Saúde), no relatório 'O estado da saúde mundial', lançado no dia 4 de outubro. As razões para a diferença na mortalidade entre os sexos estariam nos problemas cardíacos, de que os homens são as maiores vítimas, e na violência e conflitos sociais, sobretudo na América Latina, Oriente Médio e Europa oriental. O relatório, divulgado a cada cinco anos, traz informações sobre os 193 países-membros da OMS.

De acordo com a organização, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no mundo, superando aids e tuberculose. No entanto, as infecções respiratórias matam mais nos países pobres, onde a malária também aparece com 3,3% do total de mortes. No bloco das nações mais ricas, a aterosclerose coronariana e o AVC são as principais causas de óbitos, seguidas de diferentes formas de câncer. Na África, a Aids continua ocupando o primeiro lugar no ranking das causas de mortes entre os adultos. Já os europeus dessa faixa etária morrem mais de doenças cardiovasculares e ferimentos.

O documento calcula que anualmente 10,4 milhões de crianças morrem no mundo, metade delas na África. Mas os dados variam muito quando analisados por região e escala de desigualdade. Na África, metade da população morre antes de completar 16 anos. Já nos países ricos, apenas 1% das mortes envolve jovens, porque a maior mortalidade é entre pessoas com mais de 60 anos.

A OMS informa ainda que, em 2004, ano de referência do relatório, 2 milhões de pessoas morreram de aids. O número deve atingir 2,4 milhões em 2012, mas, segundo a organização, as campanhas, o acesso a medicamentos e os programas de ajuda podem mudar essa tendência. No momento atual, a aids já não aparece entre as dez maiores causas de morte nos países ricos. Nos países mais pobres, o HIV ainda é a quarta maior causa de óbitos. No entanto, a organização revela que as mortes vinculadas à aids cairão para décimo lugar até 2030. Em contrapartida, as mortes por acidentes de automóveis com vítimas fatais vão aumentar de 1,3 milhão para 2,4 milhões e passarão a ser o quinto maior responsável por mortes no mundo.

Outro fator importante será o envelhecimento das populações, resultante do desenvolvimento econômico, afirma o estudo. O número de mortes por câncer vai aumentar e as doenças não-transmissíveis serão responsáveis por 75% das mortes no mundo. O câncer passará de 7,4 milhões de vítimas em 2004 para 11,8 milhões em 2030.

A violência também é identificada pelo relatório como fator que afeta a saúde da população, em especial na América Latina, em função do crescimento das mortes e traumas decorrentes dos conflitos sociais.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Notícias, Reportagens e Eventos relacionados ao Sistema Honnō de Saúde e às técnicas e terapias da antiga Medicina Oriental

Participe do I Congresso Internacional Brasil-Japão de Acupuntura e Eletroacupuntura Científica que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de outubro de 2008 na cidade do Rio de Janeiro.

Participação de renomados conferencistas internacionais com o objetivo de incentivar o intercâmbio técnico-científico e a troca de experiências entre profissionais de saúde do Brasil e do Japão, como também observar a evolução do uso da Acupuntura, Eletroacupuntura e outras técnicas e terapias da Medicina Oriental, no tratamento de doenças específicas e sua eficácia na prevenção de diversas enfermidades.

Eventos paralelos, workshops e mini-cursos diversos com emissão de certificados das instituições organizadoras.

Lançamento de livros como “Revolução Imunológica” do prestigiado Dr. Toru Abo da Universidade de Medicina de Niigata, Japão.

Apresentação e explanação de técnicas e exercícios do Sistema Honnō de Saúde e os “8 Caminhos de Saúde e Cura”, pelo Dr. Sohaku Bastos.

Mais informações Aqui.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

The Health Industry's Secret History of Delaying the Fight Against Cancer

By Christine Wenc, AlterNet. Posted December 6, 2007.

In her new book, Devra Davis exposes scientists and government officials who have worked to downplay or dismiss preventable causes of cancer.

What is the relationship between the mass production of synthetic chemicals, workplace chemical exposure, environmental pollution and rising cancer rates in the 20th and 21st centuries? In her new book, The Secret History of the War on Cancer, Devra Davis, director of the Center for Environmental Oncology at the University of Pittsburgh Cancer Institute, argues not only are there links between these developments, but the industries responsible for producing these chemicals and wastes have long been well aware of these connections and have sought, with much success, to downplay or dismiss them. As a result, industry has altered the very terms of the public and medical discussion of cancer, resulting in an overwhelming emphasis on cure rather than prevention. This approach has been far better for the industrial status quo rather than for the public health; the increase in cancer is not an artifact of improved diagnoses or the aging of the population.

Davis' book is a call for a fundamental shift in how we think about cancer in the early 21st century. The narrative proceeds as a series of almost freestanding essays. Topics range from the Nazi fight against cancer -- Hitler's scientists were among the first to connect smoking and carcinoma of the lung -- to the transformation of WWI mustard gas bombs into chemotherapy; the relationship between exposure to laboratory chemicals and cancer in medical researchers; the still-shocking history of the American tobacco industry; cancer in industrial workers and the ineffectiveness of safety regulations; genetic damage caused by Ritalin that can then lead to cancer; tumors caused by Aspartame; the very mixed track record of the mammogram; and the link between cancer and environmental hormones, asbestos, hair spray and cell phones (yes, they do seem to cause brain tumors in heavy users). In every case, scientific research into health effects is fundamentally intertwined with corporate interests.

Davis tells us that her book took 20 years to write, in part because she was told that she would lose her job at the National Academy of Sciences when she first proposed the project in 1986. In those 20 years, important works have been published on many of her topics, such as Robert Proctor's The Nazi War on Cancer and Allan Brandt's The Cigarette Century. Davis' work is different, however, in that it brings a cancer epidemiologist's eyewitness account into the story. She has composed her book as a memoir as well as a history, and she relates numerous personal conversations with colleagues over the years as well as the story of her parents' and a close friend's deaths from cancer.

Davis' narrative is compelling. The "war on cancer" announced by Richard Nixon in 1971, she writes, was a colossal misdirection. By 1971, senior researchers around the world already had known for decades that "smoking, sunlight, industrial chemicals, hormones, bad nutrition, alcoho and bum luck all affect the chance we will get cancer." Yet from the start, industry blocked the examination of these known causes and instead poured resources into finding a cure. But after 40 years and $69 billion poured into this war, "it is still easier for people to become cancer statistics than to understand them." We now spend $100 billion on cancer treatments in a single year, yet when it comes to prevention, we have been mostly standing in place.

The problem for those who want to change course in how we think about cancer is that industry misdirection is now so well-established that it is has become fact: It is almost impossible to examine the long-term health effects of any industrial substance without relying in part on research conducted by industry itself. Likewise, discussion of environmental hazards in the popular media continues to be infected by skepticism and politicization -- most of which is not warranted by the scientific evidence but has been deliberately crafted and inserted into public discourse by masters of public relations like Edward Bernays, beginning more than 60 years ago. Finding an expert without baggage is a difficult task; many major 20th century cancer researchers have ended up working for industry, including the revered Sir Richard Doll, the British epidemiologist who in the 1950s proved that cigarette smoking causes cancer. The American Cancer Society was stocked with industry heads and paid-off scientists almost from the start.

Finally, because bodily contamination with hundreds of synthetic industrial chemicals is ubiquitous -- everyone from newborn babies in Iowa to grandfathers in Nepal now lives with a cocktail of pesticides, heavy metals, PCBs and plastics in their bodies -- it is basically impossible to find an uncontaminated control group, in man or beast, to study their effects. This means that using current epidemiological techniques, which rely on the comparison of large groups, it is almost no longer possible to determine the health effects of environmental and workplace pollutants.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Por que é importante manter o colesterol sob controle?

Instituído em 2002, pelo Governo Federal, o Dia Nacional de Controle do Colesterol, 08 de agosto, a data é destaque no calendário da Saúde porque as doenças do coração, seguidas do câncer são as duas maiores causas de morte natural no Brasil. “O colesterol alto não apresenta sintomas. O primeiro sintoma pode ser o ataque cardíaco, o derrame cerebral ou até mesmo a morte. Por isso, quem tem histórico de morte na família por infarto, doenças arterioscleróticas, é obeso, sedentário e alimenta-se ingerindo uma grande quantidade de gorduras saturadas tem mais chances de ter colesterol alto e sofrer de arteriosclerose”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional, Citen.

É importante esclarecer que o colesterol, em si, não é uma doença. O colesterol é uma substância importante para a saúde, porque é usada na formação da membrana das células do corpo e de alguns hormônios. O colesterol é produzido pelo nosso organismo, mas também podemos ‘adquiri-lo’ por meio da ingestão de alimentos gordurosos. Segundo Ellen Paiva, a maior parte do colesterol é fabricada pelo próprio corpo, cerca de 70%, no fígado, enquanto 30% provêm da alimentação. “Existem pessoas que já nascem geneticamente predispostas a serem grandes produtoras dessa molécula.

Se elas conseguissem eliminar todo o colesterol de suas dietas, ainda não resolveriam o problema do colesterol alto e precisariam de medicação para fazer este controle”, explica. Dentre os muitos elementos envolvidos no controle do colesterol, o equilíbrio entre medicação, dieta e exercícios fazem toda a diferença na vida do paciente. A seguir, a diretora clínica do Citen fornece mais informações sobre a importância do controle do colesterol.

- A partir de que idade o controle do colesterol deve passar a ser uma preocupação?

Ellen Paiva - Pessoas sadias sem nenhuma alteração precedente, nem história familiar da doença, sem parentes que tenham implantado pontes de safena, feito angioplastia ou sofrido infarto devem medir os níveis basais de colesterol aos 35, 40 anos. No entanto, pessoas com histórico familiar de doença aterosclerótica (os infartados, que já foram operados e os que fizeram angioplastia) precisam de análise precoce, entre os 15 e os 20 anos. A presença de obesidade já indica a dosagem do colesterol em qualquer idade, inclusive na infância.

- Qual a diferença entre o colesterol ruim e o colesterol bom?

Ellen Paiva – Hoje, sabemos que o colesterol total é composto por várias frações: o HDL, o LDL e o VLDL colesterol. O HDL é o colesterol protetor, quer dizer, seus índices elevados se associam à mais baixa incidência de doenças cardiovasculares. Geralmente é geneticamente determinado, mas sofre influência positiva de todas as atitudes saudáveis como a prática de atividade física, a perda de peso, a interrupção do fumo. Infelizmente, ainda não temos medicamentos efetivos e seguros que aumentam os níveis de HDL. Atualmente, a indústria de medicamentos tem investido muito em pesquisas, à procura de uma droga com o potencial de elevar esse colesterol protetor. O LDL é a fração mais perigosa do colesterol. Ela é responsável pela formação das placas que obstruem as artérias e levam ao infarto ou ao derrame. É sobre essa fração do colesterol que agem as drogas mais potentes na prevenção dos acidentes vasculares, as estatinas. Essas drogas bloqueiam a produção endógena de colesterol e conseguem manter seus níveis sangüíneos bem baixos, como desejado nos pacientes de risco, como os diabéticos e naqueles que já apresentaram um evento cardiovascular anterior. O VLDL colesterol é uma fração calculada a partir da dosagem dos triglicérides. Logo, o VLDL é uma fração que revela os níveis de trigliocérides mais do que os de colesterol.

- Por que o colesterol alto é um inimigo da saúde?

Ellen Paiva - Os vilões da saúde, causadores da elevação das taxa de colesterol são os hábitos pouco saudáveis de alimentação. Mas o problema é quando o colesterol circula em excesso pelo organismo e acaba estacionando nas paredes das artérias, obstruindo-as, contribuindo assim, para o surgimento de uma doença conhecida por arteriosclerose. Existe também uma predisposição genética para a doença - que combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a pressão alta - pode levar à doença. As conseqüências da arteriosclerose são perigosas: ela pode causar invalidez precoce, infartos, derrames e pode levar o indivíduo a morte.

- Existem sintomas evidentes que demonstram a alta da taxa do colesterol?

Ellen Paiva - Não, muitas vezes, o indivíduo só vai saber que tem a doença tarde demais, quando um vaso sangüíneo sofre obstrução. A má circulação do sangue, causada pelo acúmulo de gordura nas artérias, prejudica a oxigenação do organismo como um todo. Os sintomas dependem do órgão afetado pela obstrução da artéria. Daí, surgem os sintomas da isquemia como a angina, que é o prenúncio do infarto. Nos idosos, há alguns sinais que podem indicar o problema: perda de memória, falta de atenção, dormir e acordar enquanto está conversando, dor nas pernas ao andar.

- Qual o tratamento indicado para a arteriosclerose?

Ellen Paiva - Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas a arteriosclerose só melhora com uma mudança significativa no estilo de vida. O ideal é a prevenção. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, interromper o fumo, manter a pressão arterial estável e o peso sob controle são fundamentais. As pessoas que tem diabetes devem ficar mais atentas para o surgimento da doença, pois neles ela é muito mais freqüente do que na população em geral.

- E além da orientação nutricional, quais os medicamentos empregados para o controle do colesterol?

Ellen Paiva - A descoberta das estatinas revolucionou o tratamento medicamentoso do colesterol, pois, algumas vezes, a dieta não possibilita ao paciente o alcance de um perfil normal de gorduras no sangue, devido a alterações no seu organismo. Nesses casos específicos, só a dieta não basta. As drogas à base de estatina têm um efeito redutor do colesterol, além de benefícios reais na prevenção e no tratamento das placas de gordura, responsáveis pelo surgimento da arteriosclerose. Entretanto, devem ser utilizadas apenas com supervisão médica, pois apresentam contra-indicações e a possibilidade de efeitos colaterais sérios.

- Quais as formas de prevenção à doença?

Ellen Paiva - Quem tem predisposição genética deve procurar manter hábitos de vida saudáveis, evitando o fumo, controlando o colesterol e a pressão. Somando-se a esses esforços, o paciente deve seguir uma dieta saudável para alcançar e manter o peso ideal e reduzir a taxa de colesterol.

- É recomendável a eliminação completa das gorduras da alimentação para fazer o controle do colesterol?

Ellen Paiva - A gordura é a parte mais saborosa dos alimentos. Diferentemente do açúcar, que pode ser substituído pelos adoçantes, muitas vezes, sem alterar o sabor dos alimentos, a gordura não tem um substituto à altura. Sempre que reduzimos as gorduras de nossos alimentos, reduzimos também um pouco do sabor desses alimentos. Isso acontece com as carnes, molhos, sopas, cozidos e refogados. Mas vale a pena tentar trocar o bacon pelo alho, abusar da cebola e de alguns condimentos como o gengibre, trocar a maionese pelo queijo cottage ou pelo molho de iogurte. Podemos fazer muito para reduzir o colesterol da dieta, sem sacrificar o sabor das refeições.


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Orientações nutricionais para controle do colesterol:

1) Alterar todo o consumo de leite e derivados para as versões desnatadas. Na corrida da indústria alimentícia para atender a demanda de alimentos nutritivos, menos calóricos e com sabor agradável, o leite e seus derivados estão bem adiante. Os leites e iogurtes desnatados, os queijos magros e com baixo teor de colesterol, as margarinas sem gordura trans hidrogenadas e com adição de fitosteróis, as maioneses sem colesterol têm chegado ao mercado atendendo essa demanda de sabor e nutrição, com baixas calorias;

2) Aumentar o consumo de fibras solúveis, uma vez que são benéficas ao metabolismo em geral e ao das gorduras, em especial;

3) Reduzir o consumo de carne vermelha e de proteína animal, porque geralmente estes alimentos são consumidos acima das recomendações médicas (20% do valor calórico total ou em torno de 0,8-1,0g de proteína/kg/dia). O hábito do brasileiro de organizar um churrasco, a cada final de semana, faz das carnes vermelhas as grandes fontes de colesterol;

4) Evitar o consumo de camarão, frutos do mar e vísceras como fígado;

5) Diminuir o consumo dos ovos, pois uma gema de ovo de galinha contém, em média, 300mg de colesterol, quantidade máxima recomendada de ingesta de colesterol para um dia inteiro. Sorvetes, doces gordurosos e bolos que levam ovos e manteiga em suas receitas também são ricos em colesterol.

FONTE: Citen via Envolverde

Vinho pode prolongar a vida, diz estudo

no Globo.com
Estudo holandês levou quatro décadas para coletar os dados. Resultados foram apresentados em reunião de cardiologistas nos EUA.

Uma pequena ingestão diária de qualquer bebida alcoólica, especialmente vinho, pode ajudar a prolongar a expectativa de vida dos homens, de acordo com os resultados de um estudo holandês feito durante quatro décadas e divulgado nesta quarta-feira (28).

Os pesquisadores realizaram o estudo na cidade industrial de Zutphen, no leste da Holanda, acompanhando um grupo de 1.373 pessoas do sexo masculino, nascidas entre 1900 e 1920.

Os voluntários foram entrevistados sete vezes durante 40 anos sobre seu consumo de bebidas alcoólicas, a última delas em meados de 2000.

"Nosso estudo mostra que a leve ingestão de álcool em longo prazo em homens de idade mediana esteve não apenas associada ao menor risco de morte por doenças cardiovasculares e outras causas, mas também a uma maior expectativa de vida aos 50 anos", relatou a principal autora do estudo, Martinette Streppel.

"Mais do que isso: o consumo leve de vinho em longo prazo se associa a um efeito protetor, quando comparado à ingestão de leve a moderada de álcool de outros tipos", completou Streppel, doutora da Universidade Wageningen e do Instituto Nacional para Saúde Pública e Meio Ambiente em Bilthoven, Holanda.

Os pesquisadores descobriram que os homens que tomam em média meia taça de vinho todos os dias têm uma expectativa de vida 3,8 anos acima dos que não bebem.

Em contraste, os homens que tomam álcool em pequena quantidade diariamente e em longo prazo têm uma expectativa de vida de 1,6 ano a mais do que os abstêmios.

As conclusões desta investigação foram divulgadas hoje durante a Conferência Anual sobre Doenças Cardiovasculares e Prevenção da Associação Americana do Coração, em Orlando, Flórida (sudeste).

O estudo levou em consideração os hábitos alcoólicos e alimentares, o consumo de cigarro, a massa corporal e a propensão ao câncer, diabetes e ataques do coração dos voluntários.

Os investigadores destacaram que são necessários outros estudos para determinar de que maneira o vinho e o álcool incidem sobre os riscos cardiovasculares, acrescentando que a Associação Americana do Coração não está sugerindo, com isso, que se comece a tomar vinho ou outra forma de bebida alcoólica, devido ao seu potencial viciador.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

RESOLUÇÃO CFN Nº 402, DE 30 DE JULHO DE 2007

RESOLUÇÃO CFN Nº 402, DE 30 DE JULHO DE 2007

DOU 06.08.2007

Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências.

O Conselho Federal de Nutricionistas, no exercício das competências previstas na Lei n° 6.583, de 20 de outubro de 1978, no Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980 e no Regimento Interno aprovado pela Resolução CFN n° 320, de 2 de dezembro de 2003, e tendo em vista o que foi deliberado na 186ª Sessão Plenária, Ordinária, realizada nos dias 16 e 17 de junho de 2007; e CONSIDERANDO que a fitoterapia tem grande interface com a Nutrição e que as plantas medicinais têm finalidades terapêuticas, bioativas e em alguns casos funções nutricionais evidenciadas cientificamente por estudos específicos; CONSIDERANDO que órgãos internacionais, em especial a Organização Mundial de Saúde vêm reconhecendo, valorizando e incentivando o uso de plantas medicinais e fitoterápicos dentro dos serviços públicos de saúde; CONSIDERANDO que a II Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional realizada em 2004, ratificou o valor das plantas medicinais e fitoterápicos na saúde da população; CONSIDERANDO o reconhecimento crescente do Ministério da Saúde e o uso da Fitoterapia nas áreas de plantas medicinais e fitoterápicos, nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS em diversos Estados e Municípios; CONSIDERANDO a Portaria do Ministério da Saúde nº 971, de 03/05/2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que inclui plantas medicinais e fitoterapia com um caráter de atuação multidisciplinar no SUS; CONSIDERANDO o Decreto Presidencial nº 5.813, de 22/06/06, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências; CONSIDERANDO que o uso das plantas medicinais e fitoterápicos deve se dar de forma segura e eficaz, buscando promover o uso sustentável da biodiversidade brasileira; CONSIDERANDO as informações levantadas e avaliadas pelo Conselho Federal de Nutricionistas sobre o tema desde julho de 2002, com a criação, em janeiro de 2004, do Grupo Técnico Nacional de Terapias Complementares, que inclui a fitoterapia; CONSIDERANDO que a prática da prescrição das plantas e drogas vegetais constitui estratégia complementar à prescrição dietética elaborada pelo Nutricionista; CONSIDERANDO o art. 2º , o inciso VI do art. 6º e os incisos IV e X do art. 7º , da Resolução CFN n° 334/2004, que dispõe sobre o Código de Ética do Nutricionista;
CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a prática da prescrição fitoterápica, para uma atuação ética e a qualidade na prestação de serviços individuais ou coletivos; RESOLVE:

Art. 1º Regulamentar a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas.

Art. 2º Considera-se para os fins desta Resolução as seguintes definições: Fitoterapia: terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal.

Fitoterápico: é o produto obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais, caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecno-científicas em publicações ou ensaios clínicos fase 3.
Plantas Medicinais: todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semi-sintéticos. Droga Vegetal: planta medicinal ou suas partes após processo de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. Pós: plantas cortadas e depois moídas. Os pós devem ser empregados na obtenção de extratos ou algumas vezes podem ser usados como tal. Infuso: preparação extrativa que resulta do contato da planta com água fervente. Indicado para folhas e flores. Decocto: preparação extrativa onde os princípios ativos são extraídos com água até a ebulição. Mais indicado para raízes, cascas e rizomas. Macerado: Preparação extrativa realizada a frio, que consiste em colocar a parte da planta dentro de um recipiente contendo água, álcool ou óleo. Ao fim do tempo previsto, filtra-se o líquido. Nomenclatura botânica: gênero e espécie. Extratos: São preparações líquidas, sólidas ou semi-sólidas obtidas pela extração de drogas vegetais frescas ou secas, por meio líquido, extrator adequado, seguida de uma evaporação total ou parcial e ajuste do concentrado a padrão previamente estabelecido. Tintura: extração hidroalcóolica, onde se utiliza sempre a planta seca na proporção de 20% (vinte por cento). Alcoolatura: extração hidroalcóolica, onde se utiliza sempre a planta fresca na proporção de 50% (cinqüenta por cento).

Art. 3º A Prescrição Fitoterápica é parte do procedimento realizado pelo Nutricionista na prescrição dietética que deverá conter, obrigatoriamente:

I - nomenclatura botânica, sendo opcional o nome popular;
II - parte usada;
III - forma farmacêutica/modo de preparo;
IV - tempo de utilização;
V - dosagem;
VI - freqüência de uso;
VII - horários.

Parágrafo único. As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista são exclusivamente as de uso oral, tais como:

I - infuso;
II - decocto;
III - tintura;
IV - alcoolatura;
V - extrato.

Art. 4º O Nutricionista terá total autonomia para prescrever os produtos objetos desta Resolução, quando julgar conveniente a necessidade de complementação da dieta de indivíduos ou grupos, atuando isoladamente ou como membro integrante de uma equipe multiprofissional de saúde.

Parágrafo Único. O Nutricionista, quando integrante da equipe multiprofissional de saúde, poderá contribuir com orientações técnicas para a utilização de produtos fitoterápicos sob prescrição médica, no que se refere às possíveis interações entre estes produtos e os alimentos, bem como no melhor aproveitamento biológico da dieta prescrita.

Art. 5º O Nutricionista, quando prescrever os produtos objetos da presente Resolução, deverá fazê-lo recomendando os de origem conhecida, quando industrializados, com rotulagem adequada às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, e, quando in natura, que o consumidor observe as condições higiênico-sanitárias da espécie vegetal prescrita.

Art. 6º O Nutricionista não poderá prescrever aqueles produtos cuja legislação vigente exija prescrição médica.

Art. 7º O Nutricionista somente poderá prescrever aqueles produtos que tenham indicações terapêuticas relacionadas ao seu campo de conhecimento especifico.

Art. 8º O Conselho Federal de Nutricionistas recomenda que o Nutricionista, que optar por utilizar em suas prescrições os produtos objetos desta Resolução, seja devidamente capacitado. Art.

Art. 9º Os casos omissos nesta Resolução serão resolvidos pelo Plenário do Conselho Federal de Nutricionistas.

Art. 10. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

NELCY FERREIRA DA SILVA - Presidente do Conselho

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Homotoxicologia

O Instituto CKK de Desenvolvimento Humano tem o prazer de receber o Dr. Miguel Zaba (*) que iniciará nosso Ciclo de Palestras "Saúde: uma nova visão da medicina":
21/08 - terça-feira às 20hs - "Homotoxicologia: as toxinas e seus efeitos sobre o organismo humano".

(*) Médico formado pela Faculdade de Medicina da USP em 1976, Presidente da Associação Brasileira de Homeopatia e Homotoxicologia, Vice Presidente da Associação de Hipnose Médica de Sâo Paulo, Orador Oficial da Associação Internacional de Homotoxicologia.

Solicitamos aos Filiados do Instituto que convidem seus Familiares e Amigos e confirmem presença. Vagas limitadas e inscrições antecipadas.

Investimento: R$ 20,00 ( filiados) e R$ 50,00 (convidados).

Informações e reservas: Instituto CKK de Desenvolvimento Humano
Rua Batataes, 602 cj 12 - Fones: (11) 3887-6523
www.ckk.org.br