sexta-feira, 30 de maio de 2008
Simbiótico melhora funcionamento intestinal em mulheres
Apesar de o trabalho avaliar os efeitos desse produto em mulheres com constipação intestinal, os pesquisadores também incluíram mulheres sem constipação para compararem com parâmetros de normalidade. Por isso, foram divididos dois grupos: um grupo de mulheres com constipação (266) e outro grupo de mulheres sem constipação (112) para receberem duas unidades/dia de iogurte contendo simbióticos com Bifidobacterim animalis DN 173-010 e inulina ou uma sobremesa láctea sem probiótico (grupo controle), durante quatro semanas.
A ingestão de fibras foi verificada nos dois grupos, mas não houve diferença significante: 8,7 ± 6,4 g/dia em mulheres com constipação e 9,4 ± 6,5 g/dia nas mulheres sem constipação.
Após período de estudo o grupo de mulheres com constipação e que consumiram o iogurte contendo simbiótico tiveram aumento na freqüência das evacuações quando comparadas com as que receberam a sobremesa controle (6,1 ± 2,7 contra 5,0 ± 2,6 evacuações/semana). Além disso, o consumo do simbiótico diminuiu a dor abdominal ao evacuar (0,1 ± 0,2 contra 0,2 ± 0,3), o esforço para evacuar (1,9 ± 0,8 contra 2,2 ± 0,9) e melhorou a consistência fecal (3,6 ± 1,0 contra 3,4 ± 1,0), comparadas com o grupo que recebeu a sobremesa controle. No grupo de mulheres sem constipação os efeitos também foram positivos para os mesmos parâmetros, mas com uma importância menor do que nas mulheres com constipação.
“Nosso estudo não foi desenhado para explicar os mecanismos envolvidos com os efeitos observados, mas podemos sugerir que a mudança na flora intestinal pode acelerar o trânsito intestinal no cólon por alterar a capacidade de absorção de água, e por isso melhorar o funcionamento intestinal. Também é possível que este tipo de intervenção possa modificar a resposta imune e neuroendócrina da mucosa intestinal, mas para afirmar isso teríamos que realizar um estudo por um maior período de tempo”, explicam os pesquisadores.
“É importante dizer que não houve efeitos adversos no consumo do iogurte com simbiótico e da sobremesa utilizada como controle, mostrando a alta segurança desses produtos. Aliás, o uso do placebo foi uma grande dificuldade para nós, pois entre outros motivos, não encontramos um produto que pudesse ter características similares ao iogurte sem que causasse algum efeito fisiológico ao sistema digestório humano”, argumentam. “Nossos resultados mostram que o iogurte com simbiótico pode melhorar significativamente os parâmetros relacionados à evacuação intestinal em mulheres com constipação funcional, mas devem ser excluídos os indivíduos intolerantes ao leite e derivados”, concluem.
Referência(s)De Paula JA, Carmuega E, Weill R. Effect of the ingestion of a symbiotic yogurt on the bowel habits of women with functional constipation. Acta Gastroenterol Latinoam. 2008;38:16-25.
Thiago Manzoni Jacintho para Nutritotal
sexta-feira, 14 de março de 2008
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
O que provoca a obesidade
por Jeffrey S. Flier e Eleftheria Maratos-Flier para a SciAm.
No alvorecer da humanidade, e durante muito tempo da nossa história, as refeições foram literalmente um vale-tudo. Pelo fato de os seres humanos terem evoluído num mundo onde a disponibilidade de alimentos era apenas intermitente, a sobrevivência exigiu que tivéssemos a capacidade de armazenar energia para épocas de escasssez. O tecido adiposo, familiarmente conhecido como gordura, é o órgão especializado para essa tarefa.
Nossa capacidade de armazenar gordura continua essencial à vida e pode permitir que uma pessoa sobreviva à fome por meses. Na história humana recente, contudo, a quantidade de energia acumulada como gordura está aumentando em muitas populações. Obesidade é o nome que damos quando o armazenamento de gordura se aproxima de um nível que compromete a saúde de uma pessoa.
Em parte essa tendência é resultado do progresso tecnológico da humanidade – diante de alimento abundante e de menor necessidade de atividade física, é muito fácil ingerir mais energia que o necessário. Contudo, algumas pessoas parecem mais suscetíveis que outras a se tornar obesas quando expostas a esse ambiente de fartura, o que sugere que variações na fisiologia individual também podem estar influenciando o quanto de energia uma pessoa consome, gasta e armazena na forma de gordura.
Muitas variáveis críticas do corpo, como pressão arterial, temperatura corporal, açúcar sangüíneo e balanço hídrico, são bem controladas por mecanismos automáticos, mas se o peso corporal também é regulado continua motivo de discussões acaloradas há muito tempo. Apenas recentemente os cientistas obtiveram avanços significativos na identificação das vias celulares de sinalização e atividade que poderiam participar do sistema regulador da gordura.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Sobrepeso faz diminuir atividade física
A evidência foi obtida a partir de uma pesquisa realizada num bairro pobre do Canadá. Os participantes foram entrevistados em 1992 e novamente em 1997 a respeito de diversos comportamentos relacionados com a saúde cardiovascular. Tomando-se todos os participantes em conjunto (527), e considerando-se os três meses anteriores a cada entrevista, a média de atividade física de lazer foi de 7,5 horas por semana no primeiro ano e 4 horas por semana no último: ou seja, houve queda da atividade. Considerando-se apenas os indivíduos que se mantiveram ativos em 1997 (334 participantes), também houve diminuição: de 8 horas para 7 horas por semana. Nos outros 193 (36% da amostra), a média de atividade, que era de 7 horas, caiu a zero no último ano.
O trabalho mostrou também que a idade mais velha faz aumentar o risco de se tornar inativo em aproximadamente 2% ao ano. Outro fator associado à diminuição do exercício foi a falta de locais para a prática de atividade física no bairro, que aumentou 1,6 vezes a chance de favorecer a inatividade no indivíduo. “Aumentar a disponibilidade de equipamentos e espaços para o exercício nas comunidades pode ser um fator-chave no desenho de intervenções para aumentar a atividade física”, defendem os autores.
Referência(s)
Weiss DR, O'Loughlin JL, Platt RW, Paradis G. Five-year predictors of physical activity decline among adults in low-income communities: a prospective study. Int J Behav Nutr Phys Act. 2007;4:2.
Por Patricia Logullo para Nutritotal
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Idade cronológica X idade biológica
Hoje em dia encontramos pessoas que aparentam mais idade do que realmente têm e também o contrário, pessoas com menos idade do que o real, surgindo um questionamento em cima desses fatos. Uns envelhecem mais rápido e outros mais lentamente, dependendo da hereditariedade e do meio em que vivem. Quando escutamos relatos de doenças que tinham uma relação com a idade, tais como hipertensão arterial, derrame cerebral, infarto do miocárdio, entre outras, acontecerem em diferentes etapas da vida, podemos chegar à conclusão que a verdadeira idade de uma pessoa não é medida em números de anos transcorridos desde o nascimento (idade cronológica) e sim de uma idade interna. Desta forma tais doenças e também a saúde dependem mais da idade biológica do que da cronológica.
A idade biológica está relacionada com o corpo e sua vulnerabilidade mediante a sinais críticos e seus processos celulares.
A sobrevida máxima que um indivíduo pode ter é de aproximadamente 120 anos, que é o tempo que o fenômeno natural do crescimento, maturidade e do envelhecimento levam para se desenvolverem, isso se o meio em que vive for adequado. Caso isso não aconteça à duração cronológica é reduzida.
Com o passar de cada ano a idade fisiológica necessariamente não aumenta um ano, ela pode acrescentar muito mais que isso, pois o tempo biológico é diferente do tempo físico. Para alguns estudiosos o envelhecimento não é meramente o efeito acumulativo de doenças crônicas individuais e sim uma síndrome de identidade bioquímica e fisiológica, portanto passível de ser quantificada. Esta quantificação em forma de idade biológica não deve se concentrar apenas nas pessoas idosas, ela deve fazer parte de um procedimento habitual clínico e deve ser acompanhado desde os primeiros anos de vida, para que possamos ter tempo físico de agir preventivamente e assim melhorarmos a qualidade de vida enquanto envelhecemos.
É importante o conhecimento do poder que cada um de nós tem em modular nossa expressão genética e otimizar nossas funções orgânicas, com isso retardar o máximo o envelhecimento que nada mais é, que a perda progressiva de reserva funcional associada a maior incidência de processos patológicos.
"Quase todas as características associadas ao envelhecimento podem ser moduladas por fatores nutricionais, estilo de vida e ambientais". (Bland. J. S. Phd).
Um programa de vida para atingirmos a longevidade com vitalidade positiva focaria numa excelente hidratação e alimentação, comendo com qualidade, dando prioridade a frutas, legumes, verduras e fibras no seu cardápio diário. Depois uma boa noite de sono, pois nesse momento o organismo renova várias células (regeneração do DNA mitocondrial). A exposição à luz solar por pelo menos uma hora também vai ajudar, entre outras funções, a estimular a produção de serotonina. Cuidar do intestino deve ser incluído nesse programa para que não haja um desequilíbrio da microbiota intestinal e aumento da permeabilidade, comprometendo a absorção de nutrientes e entradas de toxinas na circulação sanguínea.
Procurar se manter ativo seja com exercício físico e/ou ler, estudar, meditar, passear também faz parte, sendo esses procedimentos, grandes aliados na busca da tão sonhada longevidade.
Fonte: Andrezza Botelho para Nutconsult
OMS alerta para aumento do risco de epidemias globais
Doenças infecciosas estão se propagando mais depressa do que nunca, de acordo com o relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com cerca de 2,1 bilhões de pessoas viajando de avião todos os anos, há um grande risco do surgimento de outras grandes epidemias como Aids, Sars ou febre de Ebola.
A OMS pede mais esforços para combater surtos de doenças e que sejam compartilhados dados sobre vírus para ajudar a desenvolver vacinas.
Em um relatório intitulado Um Futuro Mais Seguro, a entidade diz temer que a falta de ação no combate aos surtos possa ter um impacto devastador sobre a economia global e a segurança internacional.
Segundo a OMS, novas doenças estão surgindo em um ritmo "historicamente sem precedentes" de uma por ano.
Desde a década de 70, 39 novas doenças se desenvolveram e, só nos últimos cinco anos, a OMS identificou mais de 1,1 mil epidemias, incluindo cólera, pólio e gripe aviária.
"Seria extremamente ingênuo e complacente pensar que não haverá uma outra doença como a Aids, uma outra Ebola e outra Sars, mais cedo ou mais tarde", diz o relatório.
Compartilhar dados médicos, habilidades e tecnologia entre nações ricas e pobres é "uma das rotas mais viáveis" para segurança sanitária, afirma.
A OMS está envolvida em uma disputa com a Indonésia em relação a amostras do vírus H5N1, que provoca a gripe aviária.
O governo indonésio se recusa a compartilhar suas amostras com a OMS em meio a temores de que empresas farmacêuticas usem esses vírus para fabricar vacinas que sejam caras demais para aquisição pela Indonésia.
A China só começou a compartilhar suas amostras de H5N1 em junho.
O relatório da OMS também pede aos governos que sejam mais transparentes em relação a surtos de doenças, dizendo que quase a metade de todos os alertas que recebe chegam pela imprensa.
Resistência a medicamentos também representa uma ameaça para o controle de doenças, de acordo com a OMS, que culpa o mau uso de antibióticos e tratamento médico ruim pelo problema, destacando o caso da tuberculose.
Na introdução do relatório, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a cooperação é crucial para combater surtos.
"Dada a vulnerabilidade universal de hoje a estas ameaças, a melhor segurança é a solidariedade global", afirmou Chan.
"Segurança internacional de saúde pública é tanto uma aspiração coletiva quanto uma responsabilidade mútua."
Brasil, Argentina, Canadá, México, Peru e Estados Unidos são mencionados como exemplos de países que já criaram Centros de Operação de Emergência que os permitirão concentrar informações sobre epidemias e coordenar uma resposta a uma situação real ou potencial de emergência sanitária.
O Brasil também é mencionado como o primeiro país em desenvolvimento a fornecer terapia antiretroviral para a Aids através de seu sistema público de saúde.
Fonte: BBC brasil
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Video: Vegetarianismo no Alternativa Saúde
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Agora comida tem vida própria
por TÂNIA NOGUEIRA para Época.
A comida natural vem ganhando tantos adeptos que já não é possível falar de um movimento único. A mais nova tendência a chegar ao Brasil é a comida viva. Não, não se trata de comer ostras à beira da praia. Isso já faz sucesso no país há alguns anos, mas não atende aos requisitos de comida vegetariana. A comida viva naturalista é uma variação do vegetarianismo. Usa principalmente os brotos e as sementes germinadas. Inclui frutas, verduras e legumes orgânicos e extremamente frescos. Parece o ápice da simplicidade. Mas, no mundo moderno, aderir a essa culinária não é nada simples. Para comer cru, ninguém pode ser apressado. Alguns pratos levam mais de 30 horas para ser preparados. Nada pode ser cozido. Alguns alimentos podem e devem ser aquecidos ou desidratados, mas nunca acima de 40 graus Celsius. Esses são os processos que mais demoram.
A comida viva, ou life food, como é chamada em Nova York, praticamente não difere da dieta crudivorista, ou raw food, como ficou famosa na Califórnia. Talvez a life food dê um pouquinho mais de ênfase às sementes germinadas. Hoje, nos Estados Unidos, existem vários restaurantes que levam um desses dois rótulos. No Brasil, o primeiro a se intitular de “comida viva” foi o Universo Orgânico. De um ano para cá, ele virou mania entre famosos e descolados do Rio de Janeiro.
A chef do restaurante, Tiana Rodrigues, que tem a melhor empadinha viva da cidade (damos a receita em nosso site), começou a se envolver com a comida viva, ou crudivorismo, com o grupo da professora Ana Branco, que se reúne na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro para trocar informações e divulgar a idéia. Ela é uma das seguidoras de David Jubb, o pai da life food. A dieta adotada pelos adeptos da comida viva se baseia nas teorias do neurofisiologista australiano, dono do Jubb’s Longevity, um instituto/restaurante/mercadinho em Nova York.
Segundo Jubb, comer comida crua é mais saudável porque, quando o alimento é cozido acima de 40 graus, ele perde suas enzimas. Isso faria com que nosso corpo fosse obrigado a gastar nosso precioso estoque de enzimas, essenciais para nos manter vivos. Mais que isso, a germinação liberaria uma série de enzimas que tornariam a digestão ainda mais fácil. O médico diz também ter constatado que os alimentos industrializados são responsáveis por uma maior acidez do sangue e afirma que, quanto mais alcalino, mais saudável será nosso organismo.
Quando arrancado do solo, separado de sua raiz, um vegetal morre. Mas suas sementes guardam vida em estado latente. Ela se manifesta quando há a germinação. “O broto ainda está vivo quando a gente o come”, diz Tiana. “Por isso, tem tanta energia vital. Mas os vegetais recém-colhidos também têm bastante energia.”
Essa linha de dieta está longe de ser um consenso. Segundo a nutricionista Tânia Rodrigues, da consultoria RGNutri, em São Paulo, os sais minerais são importantes para manter o equilíbrio das enzimas dentro de nosso organismo. “Mas a melhor fonte de minerais são as carnes, não os vegetais crus.” Se você quiser acrescentar grãos germinados a sua dieta equilibrada, isso só lhe fará bem, diz Tânia. “Os germens são ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais.” Para quem não come nada de origem animal, aí sim, é mais importante acrescentar brotos e sementes germinadas na cozinha do dia-a-dia.
No entanto, para ela, a destruição de enzimas durante o processo de cocção não significa que tenhamos necessidade de comer só alimentos crus. “O cozimento destrói apenas as enzimas responsáveis pelo envelhecimento do vegetal. Não altera as enzimas que nos ajudam a digeri-lo”, diz Tânia.
Saúde à parte, o restaurante de Tiana tem feito sucesso pelo paladar de seus pratos. Ricos em ingredientes e sabores, eles quase sempre levam algum tipo de broto. Além dos pratos, o Universo Orgânico é uma espécie de empório. Lá, Tiana não dá conta de vender biscoitos crus, sucos com germens e clorofila, pão essênio e as famosas empadinhas vivas, feitas de uma massa de macadâmia crua e desidratada.
Um dos empecilhos para as pessoas se decidirem a fazer uma refeição inteira de comida crua é a idéia de que ela será obrigatoriamente fria. “Há uma série de pratos quentes”, diz Tiana. “Sirvo-os a uns 38 graus.” Muitos vegetais precisam ser desidratados para tornar-se comestíveis, como é o caso da berinjela e dos brócolis.
Outros, como o tomate, ficam gostosos quando secos. Mas não é tão fácil fazer vegetais desidratados. Em seu restaurante, Tiana tem um desidratador trazido dos Estados Unidos. Uma peça que não se encontra por aqui.
Para quem não tem o desidratador, ela sugere que se use uma grelha sobre uma panela de barro vazia aquecida em uma espiriteira elétrica (daquelas de camping). “É preciso também ter um termômetro”, diz. “Quando a temperatura da panela atingir os 38 graus, você desliga a boca. O barro conserva o calor por muito tempo. Quem mora no Nordeste pode desidratar os alimentos ao sol.”
Esta última seria a opção mais condizente com a filosofia da comida viva. s O processo de desidratação pode levar horas ou mesmo dias. Os desidratadores elétricos consomem muita energia. O que não bate com a imagem pregada por Jubb de uma alimentação boa para a pessoa e para o planeta. Em tese, quando consumimos vegetais crus, todas as sobras podem ser aproveitadas para virar adubo. Não há lixo. “Os desidratadores são uma contradição mesmo”, diz Tiana. “No restaurante, tento evitar desperdício racionalizando o uso. Procuro reunir alimentos que tenham o mesmo tempo de desidratação e só ligar o aparelho quando estiver com a capacidade máxima de acomodar alimentos preenchida. Mas os grupos mais puristas de comida viva nunca usam o aparelho elétrico.”
Além dos desidratadores, podem-se improvisar germinadores domésticos (leia o quadro à pág. 81). Cênia Salles, dona do restaurante e mercearia Empório Siriuba, em São Paulo, conta que no fim dos anos 70 viajou à Califórnia e, lá, já ouviu falar da importância das sementes germinadas. Trouxe até algumas na bagagem para servir em seu restaurante, na época o Cheiro Verde. Mas logo elas acabaram e Cênia teve de germinar as próprias sementes. “Criei uma caixa de madeira com uma tela de metal que me permitia deixar de molho e depois escorrer.” Hoje, seu restaurante tem alguns sucos, pães e saladas com grãos germinados.
De 2004 a 2006, funcionou em São Paulo o restaurante Deloonix, que servia raw food, além de peixes e pratos vegetarianos. Mas os paulistanos não aderiram à novidade como os cariocas. “Era um restaurante gourmet, caro”, diz Rafael Rosa, que estudou raw food na Califórnia e elaborou o primeiro cardápio do Deloonix. “Ele vinha na linha de restaurantes americanos, como o Charlie Trotter ou o Roxanne, que apostavam na curiosidade gastronômica do público para experimentar a novidade.”
Rosa não desistiu da linha. Ainda pratica a dieta crudivorista em casa. E pretende vender alguns doces, biscoitos e tortas crus na padaria Pão, que deve inaugurar no dia 8 de agosto, em São Paulo. De acordo com ele, mesmo nos Estados Unidos a aposta puramente na moda não deu muito certo. “O Charlie Trotter faz outras coisas além de raw food, e o Roxanne fechou. O que pegou mesmo foram as centenas de pequenos cafés que atendem um público interessado em levar uma vida mais simples.”
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Blogagem coletiva sobre amamentação
Chegou a semana mundial de amamentação! Vai do começo de agosto até o dia 7 do mesmo mês, e partiu do Síndrome de Estocolmo a iniciativa de formar uma mega-união na blogosfera para discutirem o assunto sob prismas diferentes.
Bom, a mãe moderna de hoje em dia possui uma acessibilidade infinita na net para saber as mil e uma razões(senão mais, é que parei de contar na 1001°, rs) da importância do aleitamento materno. Ela encontra na Wikipedia/aleitamento, no Grupo Origem, e até em blogs destinados exclusivamente ao assunto, como esse AQUI. Pra se ter uma idéia, "googleando" a palavra "amamentação" você tem 1.190.000 de resultado.
Não obstante, há uma parcela considerável de mães que não têm ciência do valor que o ato tão simples como o da foto acima representa. Uma mãe que não sabe dos benefícios endógenos e exógenos, ou seja, biológicos e psicológicos do bebê. Por isso é necessária uma divulgação, sim. Não raramente você pode encontrar uma pessoa que questiona "Por que toda essa atenção? A mãe desinformada, que em sua maioria é de uma renda baixa, não tem capital para dar ao bebê outra coisa senão o leite materno." Aí é que tá! Tem uma geração de mãe, essa de garotas de 15 anos, geração bem novinha, que segundo especialistas engravidam cedo para obter um afeto que não lhes foi dado, não sabem lidar com esse "ser" que surgiu. Muitas vezes sentem-se presas, e o que mais fazem é, precoce e erroneamente, botar o bebê na mamadeira. Isso quando as mães não são enganadas por empresas bilionárias como o caso da Nestlé, já falado no post anterior!
Sinceramente, eu acho que pouca gente reconhece a responsabilidade de trazer uma nova vida a este globo. Eu acho egoísmo alguém querer plantar uma bela árvore num terreno preste a desabar. É o que está acontecendo. Mulheres, homens, esses casais, parecem todos enxergar só o glamour que a sociedade passa, ou deixam um desejo puramente egocêntrico predominar, e têm um bebê sem tentar fazer deste um mundo melhor. Acho esse fato inconcebível! No meu ver, há muitas crianças sem pai, sem mãe, e eu adoraria um dia adotar. Sei que não sou mulher, e não tenho essa vontade de ter filho, que é mais instintivo que outra coisa, mas é bom parar e refletir um pouco ao notar esse aspecto. Não condeno o fato de ter filhos, mas se é para ter, ao menos queira fazer do Mundo um lugar melhor de se viver para que seu filho sofra o menos, o menos possível. Logo, se é pra fazer, faça direito!
Ah, entrando nesse universo feminino, indico um site que está fazendo uma ótima campanha, também. Trata-se da Campanha da Mamografia Digital Gratuita do Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama, que por sinal não atinge somente as mulheres, mas como alguns homens também. O site depende das visitas para conseguir subsídios suficientes para continuar com o serviço gratuito. Vale à pena conferir!
Aqui vai uma dica essencial, 5 partes de uma espécie de documentário que... bom... deixe-me transcrever: "A história das fórmulas de leite que em alguns países substituíram a amamentação com resultados catastróficos (dublado em português /BR)." Deixo aqui a 1° parte, aí é só seguir na barra de vídeos no lado direito da tela para a continuação.
Parte 1 (Amamentação)
sábado, 4 de agosto de 2007
Estilo de vida (da Taps)
Quem assume sua própria saúde• Tem uma alimentação natural, viva
• Regularmente faz exercícios
• Bebe água pura
• Não toma café, refrigerantes ou bebidas alcoólicas
• Não fuma
• Raras vezes usa medicamentos
• Recusa tomar vacinas
• Procura e elimina as causas da doença
O médico alopata
• Da pouca importância a alimentação
• Indica exercícios apenas em alguns casos
• Aceita água clorada e fluoretada
• Indica moderação
• Ele mesmo fuma
• Geralmente indica medicamentos
• Indica inúmeras vacinas
• Trata apenas dos sintomas
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Estresse é o maior vilão da produtividade
01/08/2007
O estresse, a obesidade e o sedentarismo são fatores que não só afetam a qualidade de vida das pessoas como interferem diretamente na produtividade delas no trabalho. É o que revela pesquisa realizada pelo laboratório paulista Fleury Medicina e Saúde, com cerca de 2,7 mil funcionários, de um grupo de cinco empresas.
Em uma primeira etapa foram avaliados itens como peso e altura, pressão arterial sistêmica, glicose e colesterol em uma população de 998 empregados, dos quais 94% tinham até 45 anos e 80% eram do sexo masculino. Desse percentual, 62,6% relataram manter uma dieta com baixa qualidade; 55,2% apresentaram indícios de obesidade ou sobre-peso; 49,3% afirmaram ser sedentários; 52,8% passaram por alguma consulta médica nos últimos três meses, e, 38,8% consideraram sua qualidade de vida como moderada, ruim ou muito ruim.
O estudo também apontou que 11,7% dos entrevistados faltaram ao trabalho pelo menos um dia durante o período de três meses e 6,8% deles estiveram ausentes por quatro ou mais dias no emprego. "Esse índice de afastamento está ligado ao nível de estresse do profissional" , afirma Marcos Bosi Ferraz, coordenador do núcleo de pesquisa aplicada do Fleury. "Aqueles que apresentam estresse mais elevado, sem dúvida, acabam ficando mais tempo fora da empresa."
Em contrapartida, os afastamentos relacionados a motivos mais graves, que representaram 46,9% dos casos, foram mais curtos. Ou seja, a maior parte das faltas dessa natureza ficou concentrada em um dia, enquanto 18,4% das ausências se deu em quatro ou mais dias. Segundo Ferraz, um dado curioso refere-se ao universo de pessoas com mais chances de faltar na companhia. O sedentário tem três vezes mais risco de se ausentar do que quem pratica alguma atividade física por, no mínimo, três vezes na semana. "Mesmo quem tem nível de estresse moderado possui o dobro de probabilidade de faltar em relação aos não estressados."
A pesquisa revelou, ainda, que a percepção sobre a importância de se buscar qualidade de vida no dia-a-dia entre os sedentários é maior se comparada aos obesos. Por outro lado, as pessoas com estresse elevado têm uma percepção quase 20 vezes pior do que as menos estressadas. Uma amostragem feita com 600 pessoas apontou que os problemas ligados ao trabalho (42,7%) são a principal causa de estresse, seguida dos financeiros (36,3%) e dos familiares (30,3%).