quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Relação direta
A pesquisa começou em 2001, em Ontário, no Canadá, e foi realizada em lagos experimentais do norte da província. O artigo foi publicado na edição de 17 de setembro da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).
“Até agora havia sido difícil estabelecer uma relação direta, por causa de todos os outros fatores que afetam os níveis de mercúrio em peixes e de amplos depósitos de mercúrio que já estão no ambiente”, disse Reed Harris, principal autor da pesquisa, da Tetra Tech.
“Ao adicionar isótopos estáveis de mercúrio a todo um ecossistema por vários anos, nossa equipe conseguiu zerar os efeitos da mudança de deposição atmosférica do mercúrio. Os resultados foram dramáticos”, disse.
Segundo outro autor, Andrew Heyes do Laboratório Biológico Chesapeake, do Centro de Ciência Ambiental da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, a aplicação do isótopo estável revelou um grande impacto no ciclo de mercúrio nos mananciais. “Devemos continuar os estudos para fornecer indicações sobre a mitigação dos impactos de anos de deposição de mercúrio”, disse.
Para testar diretamente a resposta da contaminação de peixes às mudanças de deposição de mercúrio, os pesquisadores realizaram um experimento de ecossistema completo, aumentando a carga de mercúrio em um lago e em seu manancial com a adição de isótopos de mercúrio estáveis.
Os isótopos permitiram que a equipe pudesse distinguir entre o mercúrio aplicado experimentalmente e o mercúrio presente no ecossistema. Isso permitiu examinar a bioacumulação do mercúrio depositado em diferentes partes do manancial. Peixes com concentrações de metilmercúrio responderam rapidamente a mudanças na deposição de mercúrio durante os primeiros três anos do estudo.
“Essa é uma boa notícia. Significa que uma redução de cargas de mercúrio em lagos pode resultar em uma diminuição da presença de mercúrio em peixes dentro de alguns anos”, disse Cynthia Gilmour, do Centro de Pesquisa Ambiental Smithsonian, da Universidade de Maryland. “O estudo mostra os claros benefícios da regulação das emissões de mercúrio e a eficácia a curto prazo da redução de emissões.”
Os níveis de mercúrio no meio ambiente têm aumentado várias vezes em escala global desde a era pré-industrial, devido às emissões de fábricas movidas a carvão, fusão de metais e outras fontes. O mércúrio é persistente no meio ambiente, tóxico para humanos e para a vida selvagem.
O artigo Whole-ecosystem study shows rapid fish-mercury response to changes in mercury deposition , de Reed Harris e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Chips implantados em humanos causam câncer?
Quando a FDA (Administradora de Drogas e Alimentos dos EUA) aprovou a implantação de microchips em humanos, a fabricante do aparelho afirmou que o mesmo salvaria vidas, permitindo que doutores obtivessem o histórico médico do usuário quase instantaneamente. A FDA concluiu que havia "garantias confiáveis" de que o chip era seguro, e uma subagência classificou o mesmo como uma das 'tecnologias mais inovadoras' de 2005.

Mas nenhuma das partes envolvidas citou que uma série de estudos toxicológicos e veterinários datados de 1996 classificaram que a implementação dos chips 'induziram' tumores malignos em ratos de laboratório. "Os microchips causaram os tumores", afirmou Keith Johnson, patologista toxicológico aposentado, numa entrevista sobre o estudo.
Especialistas em câncer revisaram a pesquisa e afirmaram que os resultados nos animais de teste não necessariamente refletem o que acontecerá em humanos, embora os mesmos sejam preocupantes. Alguns chegaram a pedir que pesquisas mais detalhadas sobre os chips sejam feitas antes da adoção em massa dos mesmos.
De acordo com a VeriChip, até o momento cerca de dois mil dispositivos RFID (identificação por rádio freqüência) foram implantados em seres humanos no mundo todo. A companhia insiste que seus chips são seguros.
sábado, 8 de setembro de 2007
A hipertensão representa uma "epidemia silenciosa" – cerca de 70% das pessoas que sofrem da doença desconhecem ter o problema.
A hipertensão representa uma "epidemia silenciosa" – cerca de 70% das pessoas que sofrem da doença desconhecem ter o problema.A conclusão foi apresentada em um relatório ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, que analisa possíveis medidas para combater as doenças circulatórias e do coração.
Tais enfermidades matam 1,9 milhão de pessoas por ano na União Européia, segundo dados apresentados pelo membro do Parlamento Europeu Georgs Andrejevs, da Letônia.
Ao redor do mundo, a alta pressão sangüínea atinge aproximadamente 1 bilhão de pessoas, número que deve aumentar em 60% até 2025.
"As conclusões significativas do relatório Impacto da Alta Pressão Sangüínea demonstram a urgência para a necessidade de uma ação política nessa área", disse Andrejevs.
"O relatório destaca o impacto global e os desafios da hipertensão na saúde dos cidadãos e alerta para o perigo de negligenciar o efeito da hipertensão como um mero sintoma."
Morte
A hipertensão resulta em enfraquecimento, cegueira e morte por ataque cardíaco, derrame, falhas no coração ou doença nos rins.
A União Européia quer agora elaborar uma estratégia para combater a doença e, dessa forma, conter os gastos da saúde pública em tratamentos.
Uma das medidas que estão sendo consideradas é o investimento em campanhas de prevenção e educação para incentivar um estilo de vida mais saudável – boa dieta alimentar, exercícios físicos, redução de sal e açúcar, menor consumo de álcool e abandono do cigarro.
O primeiro passo será a assinatura da Declaração sobre a Alta Pressão Sangüínea até o próximo dia 9 de maio.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Eric Schlosser author of Fast Food Nation
Alive & Well is a healthy lifestyle show that features eco-friendly, green living, vegetarian and vegan foods, organic living and more
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Primeiro genoma individual é publicado
A publicação foi feita na PLoS Biology por cientistas do J. Craig Venter Institute (JCVI) e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, e do Hospital para Crianças Doentes em Toronto, no Canadá.
Venter é conhecido por ter abandonado o Projeto do Genoma Humano para abrir uma empresa, a Celera, com o objetivo de comercializar resultados do seqüenciamento. Em 2000, o mapeamento do genoma do homem foi anunciado pelo então presidente norte-americano Bill Clinton, com a presença de Venter e de Francis Collins, dos Institutos Nacionais de Saúde, que representou os cientistas de instituições públicas.
Como resultado da divisão das frentes de pesquisa, existem atualmente duas versões do genoma humano, ambas publicadas em 2001, uma por Venter e colegas da Celera e outra pelo consórcio do Projeto do Genoma Humano.
Os genomas não são de um indivíduo único, mas de uma mistura de amostras de DNA de diversas pessoas. O novo genoma, chamado de versão HuRef, representa a primeira publicação de um genoma realmente diplóide, formado a partir dos conjuntos cromossômicos paterno e materno.
A partir dos dados combinados de mais de 20 bilhões de pares de base, os cientistas montaram a seqüência genômica de Venter com um comprimento médio de 2,8 bilhões de pares. Segundo eles, o genoma foi coberto 7,5 vezes, de modo a garantir que cada conjunto cromossômico fosse analisado mais de 3,2 vezes para uma cobertura superior a 96% dos dois genomas parentais.
Os grupo do JCVI comparou a seqüência do genoma diplóide HuRef com as versões publicadas anteriormente de genomas humanos e verificou que a nova versão representa uma importante melhoria ao fornecer pares de base em maior quantidade e mais corretamente orientados.
Uma vez que o genoma HuRef é diplóide, cada um dos cromossomos parentais pode ser comparado com o outro. De acordo com os autores do estudo, uma das descobertas mais importantes foi o elevado grau de variação genética verificado entre dois cromossomos em um único indivíduo.
“A cada vez que olhamos o genoma humano descobrimos mais sobre nossa intrincada biologia. Com essa publicação, mostramos que a variação de um humano para outro é mais do que sete vezes maior do que havia sido estimada anteriormente, provando que nós somos realmente indivíduos únicos do ponto de vista genético”, disse Venter.
Segundo o estudo, em pelo menos 44% dos genes do cientista as cópias herdadas da mãe diferem daquelas recebidas do pai. “Está claro, entretanto, que ainda estamos nos estágios iniciais das descobertas sobre nós mesmos e que somente com o contínuo seqüenciamento de mais genomas individuais poderemos ser capazes de compreender inteiramente como os nossos genes influenciam nossas vidas”, afirmou.
Outro cientista que teve seu genoma seqüenciado, mas ainda não publicado, é o biólogo norte-americano James Watson, que, junto com o inglês Francis Crick, descobriu a estrutura molecular do DNA.
O artigo The diploid genome sequence of an individual human, de J. Craig Venter e outros, pode ser lido por assinantes da PLoS Biology em http://biology.plosjournals.org.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Envelhecimento e imunidade
Por Washington Castilhos para Agência FAPESP
O processo de envelhecimento se reflete diretamente no sistema imunológico, diminuindo sua capacidade de resposta. Por conta disso, investigar os mecanismos responsáveis por essa resposta menos eficaz e a vulnerabilidade das pessoas mais velhas às doenças, como a gripe, é uma importante preocupação dos especialistas em saúde.
No caso da doença causada pelo vírus influenza, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a vacinação em indivíduos com idade acima de 65 anos. É nessa faixa etária que o risco de contrair a doença atinge o ápice.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Biomédico de Pesquisa em Envelhecimento, em Innsbruck, na Áustria, um outro vírus pode estar por trás dessa vulnerabilidade. Trata-se do CMV, ou citomegalovírus, fonte comum de infecções em humanos e que geralmente permanece latente no organismo.
“As pessoas mais jovens têm um número grande de novos linfócitos, os quais respondem imunologicamente a todos os antígenos, matando células infectadas. Durante a vida, são acumulados cada vez mais linfócitos específicos. Como muita gente tem o CMV no organismo, acaba acumulando células específicas para o vírus. O resultado são menos células livres para responder a outros antígenos”, explicou Angelika Schwaninger, responsável pelo estudo no instituto austríaco que avaliou 48 homens e mulheres com idade acima de 65 anos.
“O que acontece é que essas pessoas têm menos linfócitos específicos para o vírus influenza, menos anticorpos contra esse agente”, disse à Agência Fapesp a pesquisadora que participou do 13º Congresso Internacional de Imunologia, realizado no Rio de Janeiro na semana passada.
Segundo Angelika, o motivo de os idosos serem mais vulneráveis à gripe pode estar relacionado à falta de produção de células novas, as quais reagem a qualquer antígeno. “O CMV suprime a resposta imunológica para outros antígenos em pessoas mais velhas. Como não se pode matar as células específicas a esse vírus, pois precisamos delas, uma vacinação seria ineficaz”, afirmou a pesquisadora.
Para a cientista, a melhor estratégia para quem tem mais de 65 anos continua sendo a vacinação contra a gripe. O estudo põe em evidência outras alternativas que explicam a maior potencialidade do vírus influenza em idosos, uma vez que, até agora, a fraca resposta imune era creditada à capacidade de mutação do vírus da gripe. “Sem dúvida, esse é um fator, mas temos que continuar estudando os outros mecanismos”, disse Angelika.
Comida certa para prevenir doenças
(BR Press) - Mudar a mentalidade na saúde. Esta é a proposta da pesquisadora da Unicamp, a nutricionista Gláucia Pastore. Segundo ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderia baixar seus custos se apostasse mais da prevenção do que no tratamento da doença. Pastore afirma que 70% dos custos do SUS são destinados ao tratamento de enfermidades que podem ser evitadas com alimentação adequada ou funcional.
Os alimentos funcionais
Alimento> funcional é aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica. Pastore sugere que a utilização de antioxidantes para prevenção e tratamento de várias doenças crônico-degenerativas como, diabetes, colesterol alto, artrite reumatóide, artrose, doenças cardiovasculares, pode mudar essa estatística.
A nutricionista chama a atenção quanto à freqüência de uso dos alimentos funcionais. "Para se obter os benefícios dos alimentos ou de uma suplementação é preciso haver um consumo contínuo. Além disso, o estilo de vida e o bom funcionamento da flora intestinal são essenciais nesse objetivo", explica.
A farmacêutica Cristiane Fahl, reforça a idéia da pesquisadora da Unicamp, assegurando que os alimentos funcionais fazem parte da última tendência dentro da nutrição e estilo de consumo alimentar. "É a chamada quarta onda. Existe atualmente uma busca por mais saúde e bem-estar e a demanda por produtos com valor funcional é cada vez maior", destacou Cristiane.
Benefícios
No mercado há inúmeras ofertas de produtos ricos em substâncias antioxidantes, antiinflamatórias, imunoestimulantes, entre outras funções importantes para o equilíbrio do organismo. Um deles é a cápsula mole de ômega 3, que possui um alto teor de EPA e DHA ácidos graxos polinsaturados, que auxiliam na redução da hipertensão e contribuem para a manutenção de níveis saudáveis de triglicérides. O ômega 3 é também um potente antioxidante oral e combate os malefícios da gordura trans.
Saiba mais sobre os benefícios dos alimentos funcionais:
Ômega 3: rico em ácidos graxos poliinsaturados do tipo ômega 3. A carência no organismo dessas substâncias desfavorece a neutralização dos radicais livres provenientes da gordura trans dos alimentos, auxilia a hiperlipidemia e a síndrome plurimetabólica. Uma dieta pobre em ômega-3 favorece o desenvolvimento de doenças crônicas cardiovasculares.
Óleo de linhaça: principal fonte de ácido linolênico (ácido graxo pertencente à família do ômega 3), lignana, ácido linoléico (ômega-6), ômega-9 e vitamina E. Uma dieta pobre em nutrientes presentes no óleo de linhaça favorece o desenvolvimento de hipertensão, queda do sistema imunológico, deficiência na cascata da coagulação, tensão pré-menstrual, mastalgia, hiperlipidemia, além de exacerbar processos inflamatórios, uma vez que o óleo de linhaça é conhecido como um antiinflamatório natural do organismo.
Lecitina de soja: a soja é a mais rica fonte natural de lecitina, sendo utilizada pelo corpo para construir grande parte dos tecidos nervosos e cerebrais. A carência de seus nutrientes pode elevar os níveis sangüíneos de colesterol e triglicérides, levando ao acúmulo no organismo, prejudicando a capacidade de raciocínio, o controle muscular e a incidência de arteriosclerose.
Óleo de alho: é um germicida natural, com 1/10 da potência antibiótica da penicilina. O óleo de alho é efetivo contra germes e bacilos causadores de diversos males. A carência de seus componentes no organismo pode causar um baixo estímulo nas glândulas de secreção interna, diminuir a resistência orgânica, estimular a hipertensão e dificultar o processo circulatório, além de aumentar os níveis de colesterol no sangue e susceptibilidade a gripes, resfriados, reumatismo e diabetes. Possui efeito antitóxico, diminuindo a formação de toxinas no organismo.
Óleo de fígado de bacalhau: excelente fonte natural de vitaminas A e D para o organismo. A carência destes nutrientes favorece o acúmulo de colesterol e triglicérides no sangue, obesidade, celulite e flacidez, além de prejudicar a reabsorção óssea de cálcio, enfraquecer o sistema imunológico e diminuir a acuidade visual.
Óleo de prímula: rica em fonte de ácido gamalinolêico (GLA), essencial à manutenção do equilíbrio orgânico e bastante escasso nos hábitos alimentares. A carência dos nutrientes do óleo de prímula no organismo feminino pode causar alterações físicas e emocionais da tensão pré-menstrual (TPM), como irritação, estresse, insônia, cólicas menstruais, inchaço nos seios e retenção de líquidos. Na pele, a falta destes nutrientes pode levar ao descontrole da oleosidade cutânea.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Dieta pode afetar saúde mental, segundo pesquisa
Mudanças de dieta nos últimos 50 anos podem estar relacionadas ao aumento de doenças mentais, de acordo com um estudo divulgado na Grã-Bretanha nesta segunda-feira.
Segundo o grupo ativista Sustain e a Fundação de Saúde Mental, que realizaram a pesquisa, a forma com que os alimentos passaram a ser produzidos, alterou o equilíbrio dos nutrientes mais importantes necessários na dieta alimentar.
Os britânicos também estão comendo menos alimentos frescos e mais açúcar e gorduras saturadas.
Os dois grupos responsáveis pela pesquisa afirmam que a mudança na dieta tem ligação com depressão e com problemas de memória, mas nutricionistas acreditam que o estudo não é conclusivo.
Depressão
Andrew McCulloch, diretor-executivo da Fundação de Saúde Mental afirma que as pessoas estão conscientes dos efeitos da dieta na nossa saúde física, mas mal começaram a entender como o cérebro como um órgão é influenciado pelos nutrientes.
Ele afirma que o tratamento de doenças mentais a partir de mudanças na alimentação está mostrando melhores resultados em alguns casos do que drogas ou terapia. Intitulado "Mudança de Dieta, Mudança nas Mentes" ("Changind Diets, Changing Minds"), o estudo parte do princípio de que o delicado equilíbrio de minerais, vitaminas e gorduras essenciais foi alterado nas últimas cinco décadas.
Pesquisadores afirmam que a proliferação de fazendas de produção em larga escala e a introdução de pesticidas mudou também a composição da gordura dos animais. Como exemplo, o relatório afirma que as galinhas hoje alcançam o peso de abate na metade do tempo em que engordavam há 30 anos e a gordura aumentou de 2% para 22%. A alteração da dieta também teria sido responsável pelo desequilíbrio de ômega 3 e ômega 6 - ácidos graxos essenciais - nas galinhas. Os ácidos graxos são considerados fundamentais para que o cérebro funcione bem.
Ceticismo
Em contraste, gorduras saturadas, cujo consumo vem sendo ampliado pela ingestão de comida pronta congelada, fazem os processos cerebrais mais lentos. O estudo conclui que os britânicos estão comendo 34% menos legumes e dois terços da quantidade de peixe que eles consumiam há 50 anos.
Estas mudanças podem estar ligadas à depressão, esquizofrenia, transtorno do déficit de atenção e Hiperatividade e mal de Alzheimer. Mas Rebecca Foster, nutricionista e cientista da Fundação Britânica de Nutrição, recebeu os resultados do estudo com ceticimso.
"As provas que associam saúde mental e nutrição estão ainda começando a aparecer. A associação é difícil de pesquisar e subjetiva em muitos casos".
Ela evita tirar conclusões em cima do estudo e afirma que ainda não é possível associar doenças mentais e alimentação.
Mesmo assim, ressalta que os nutrientes recomendados no estudo são os mesmos necessários para uma boa saúde e devem recomendados por todos os profissionais da área de saúde.
DIETA E ALIMENTAÇÃO
Depressão - Ligada ao baixo consumo de peixe - rico em ômega 3, essencial para o bom funcionamento do cérebro.
Esquizofrenia - Evidências epidemiológicas demonstram que esquizofrênicos apresentam baixos níveis de ácidos poli-insaturados, mas não está claro que mudanças na dieta seriam necessárias.
Mal de Alzheimer - Alguns estudos sugerem que um grande consumo de legumes e verduras pode proteger contra doenças cerebrais.
Síndrome do Déficit de Atenção - Pesquisa mostra que crianças com a desordem apresentam baixos níveis de ferro e de ácidos graxos.
Colesterol 'pode ampliar risco de câncer de próstata'
Cientistas do Instituto de Pesquisas Farmacológicas Mario Negri, em Milão, concluíram um estudo que indica que o alto nível de colesterol pode estar relacionado com uma maior propensão ao câncer de próstata.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.745 homens, mas, em um artigo nos Anais da Oncologia, eles disseram que ainda precisam realizar novos exames para comprovar a relação.
Apesar disso, eles acreditam que a explicação pode estar no fato de o organismo utilizar o colesterol para produzir hormônios masculinos que estariam ligados ao câncer de próstata.
"Os hormônios andróginos, que têm um papel fundamental no tecido da próstata, são sintetizados a partir do colesterol, o que sugere uma relação biológica entre a substância e o câncer", disse Cristina Bosetti, uma das autoras da pesquisa.
Vesícula
Ao realizarem as análises, os especialistas descobriram que os homens com a doença apresentavam altos índices de colesterol.
A associação era particularmente forte entre aqueles que foram diagnosticados antes dos 50 anos de idade ou depois dos 65 anos.
Ambos os grupos tinham 80% mais chances de apresentar colesterol alto que os homens sem câncer.
O estudo também mostrou que pacientes que sofrem da doença tinham 26% mais chances de apresentar pedras na vesícula biliar. Os homens mais magros pareceram ser os mais vulneráveis.
"Os cálculos biliares também estão relacionados com o colesterol alto, pois muitas vezes são compostos pelo colesterol", explicou Bosetti.
"Portanto essa relação direta que descobrimos entre as pedras na vesícula e o câncer de próstata, apesar de ser insignificante estatisticamente, sugere um mecanismo biológico semelhante que pode explicar a ligação."
Bosetti afirmou ainda que existem indícios de que remédios usados para baixar o colesterol podem proteger contra o câncer de próstata.
Apesar disso, ela admite que estudos que investigam essa questão ainda são limitados e inconclusivos.
Dieta
Outros especialistas classificaram as descobertas dos cientistas italianos como plausíveis, mas questionam a teoria sobre o colesterol.
"Existem muitas evidências de que a dieta é um dos fatores para o desenvolvimento do câncer de próstata", afirmou Nick James, oncologista da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha.
Ele cita como exemplo o fato de a doença ser mais comum em países do norte da Europa, onde o consumo de gordura animal é alto.
"Esta nova pesquisa traz uma mensagem positiva, ao sugerir que as próprias pessoas podem fazer algo para reduzir as chances de sofrerem desta doença que já está entre as principais responsáveis por mortes em homens", disse James.
Entretanto, o cientista britânico se diz pouco convencido pela idéia do papel fundamental atribuído aos hormônios masculinos.
Segundo ele, algumas das substâncias utilizadas para "quebrar" o colesterol são reconhecidamente cancerígenas.
Para Chris Hiley, da organização não-governamental Prostate Cancer Charity, ainda são necessários novos estudos.
"Enquanto isso, é importante que as pessoas se conscientizem quanto ao valor de uma dieta equilibrada e variada. Nós incentivamos os homens a cortar o consumo de alimentos gordurosos, além da carne vermelha, e a comer mais peixes, alimentos ricos em fibras, frutas e legumes", disse Hiley.
Gengibre pode combater câncer de ovário, diz estudo
Testes feitos em laboratório mostraram que a raiz pode matar células cancerígenas, de acordo com os resultados apresentados na Associação (americana) de Pesquisas sobre o Câncer.
Os pesquisadores usaram um pó de gengibre semelhante ao que é vendido em lojas de comida, dissolveram o produto em uma solução e a aplicaram em células de câncer de ovário. Embora digam que o gengibre matou as células cancerígenas em todos os testes, os próprios autores do estudo reconhecem que mais exames precisam ser realizados para comprovar o poder anticâncer da raiz.
Cientistas britânicos também advertiram que, embora o estudo ofereça esperanças de que o gengibre seja usado no desenvolvimentos de drogas contra o câncer, ainda é cedo para concluir que o alimento possa de fato ajudar a combater a doença.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Desertificação afetará alimentação mundial a partir de 2020
"Só 11% da superfície do planeta é cultivável e tem que (produzir o suficiente para) alimentar a população mundial, que atualmente é de 6,3 bilhões de pessoas e que, em 2020, segundo cálculos, será de 8,2 bilhões", afirmou em entrevista coletiva o responsável pelo Programa de Meteorologia para a Agricultura da OMM, Mannava Sivakumar.
Frente a esses dados, "questões como os nutrientes do solo, a degradação da terra, a segurança alimentar global e a qualidade ambiental adquirem maior importância", acrescentou.
Para analisar esse fenômeno e seus efeitos, mais de 2.000 especialistas de quase 200 países, agências da ONU, órgãos internacionais e organizações ambientalistas participarão, de 3 a 14 de setembro, em Madri, da 8ª Conferência da Convenção da ONU de Luta contra a Desertificação.
Segundo as previsões da OMM, a temperatura do planeta aumentará 0,4° C nos próximos 20 anos, a quantidade de chuvas aumentará nas latitudes altas e diminuirá na maioria das regiões subtropicais, as regiões atingidas pela seca aumentarão e as ondas de calor e as precipitações intensas se tornarão cada vez mais freqüentes.
A organização meteorológica destaca que, se essas previsões se concretizarem, a degradação dos solos aumentará, devido às secas e à erosão decorrente de chuvas torrenciais.
Tudo isso prejudicará a qualidade do solo e, conseqüentemente, seu rendimento. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de a superfície cultivável da Terra diminuir.
Sivakumar acha que "a produção agrícola de muitos países africanos será gravemente comprometida pela mudança do clima, já que, provavelmente, a extensão das terras cultiváveis diminuirá, assim como seu rendimento", especialmente no norte, no oeste e algumas áreas do sul do continente.
As regiões mais secas da América Latina também serão afetadas pela mudança climática, que favorecerá a desertificação e a salinização de campos de cultivo.
Além disso, "no sul da Europa, o aumento das temperaturas e a maior ocorrência de secas, que provocaram graves incêndios na Grécia, reduzirão a disponibilidade de água, o potencial de energia hidroelétrica e a produtividade agrícola", acrescentou Sivakumar.
Para agravar a situação, "muitos dos agricultores de todo o mundo não sabem muito bem o que está acontecendo e de que forma a mudança climática afetará suas colheitas", disse Sivakumar, cuja organização oferece seminários destinados a camponeses de países em desenvolvimento.
Fonte: EFE
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Comer bem para respirar melhor: a gravidade da asma está ligada à dieta deficiente
por Coco Ballantyne para SciAmerican
Um estudo recente mostra que a dieta pode ser o principal responsável pela asma, um inchamento crônico das vias aéreas que afeta cerca de 20 milhões de americanos, seis milhões dos quais são crianças.
Em artigo publicado no periódico Chest, os pesquisadores relatam que os adolescentes são mais afetados por problemas respiratórios se suas dietas forem deficientes em determinados nutrientes. Adolescentes com os níveis mais baixos de consumo de frutas, da vitamina C e E, e ácidos graxos ômega-3 apresentaram função pulmonar pior e referiram a maior incidência de problemas respiratórios como tosse e coriza" diz Jane Burns, autora do estudo e epidemiologista da Harvard School of Public Health, em Boston.Burns e seus colegas examinaram os hábitos alimentares de 2.115 estudantes americanos e canadenses com idade entre 16 a 19 anos durante um ano letivo e também testaram sua função pulmonar.
Descobriram que os adolescentes que consumiram menos de 25% de uma fruta a cada dia eram propensos a ter a função pulmonar menos eficiente do que seus parceiros. Burns e seus colegas acreditam que as frutas têm um papel importante porque são ricas em vitamina C – também associada a pulmões saudáveis –, bem como em flavonóides, os antioxidantes que inibem a produção de radicais livres. Os radicais livres são átomos instáveis gerados tanto pelo metabolismo como por fatores ambientais, tais como o fumo e a poluição, e afetam as células, tornando o indivíduo mais suscetível a doenças e ao envelhecimento.
"A associação das frutas à função pulmonar e aos sintomas respiratórios pode ser o resultado de um efeito protetor dos flavonóides e da vitamina C nas vias aéreas e no epitélio alveolar," escrevem. Burns afirma que os baixos níveis de vitamina E e ômega-3 estiveram associados a uma incidência mais elevada de asma. Aparentemente, não faz diferença se as vitaminas eram de fontes naturais ou de suplementos. Lewis Smith, professor da Northwestern University em Evanston, Illinois, diz que essa pesquisa confirma muitos estudos precedentes que mostram os benefícios de uma dieta saudável na função respiratória. A dificuldade está em determinar quais os nutrientes entre os milhares presentes em vários alimentos são realmente responsáveis pelos benefícios à saúde, diz Smith, que conduziu os estudos que ligam isoflavonas de soja (também antioxidantes poderosos) a uma diminuição na severidade de sintomas do asma. "É uma doença muito complicada e ainda há muito a ser feito para que se possa compreender suas causas”, diz Burns. A pesquisadora está atualmente envolvida em dois estudos – um para testar o efeito da poluição do ar e o outro para examinar o efeito sinérgico entre a poluição e a dieta no bem-estar respiratório.
“Temos de fato um problemas com os adolescentes que não consomem as quantidades recomendadas de alimentos e micronutrientes. Uma dieta deficiente definitivamente interfere nos sintomas da asma”.
Sobrepeso faz diminuir atividade física
A evidência foi obtida a partir de uma pesquisa realizada num bairro pobre do Canadá. Os participantes foram entrevistados em 1992 e novamente em 1997 a respeito de diversos comportamentos relacionados com a saúde cardiovascular. Tomando-se todos os participantes em conjunto (527), e considerando-se os três meses anteriores a cada entrevista, a média de atividade física de lazer foi de 7,5 horas por semana no primeiro ano e 4 horas por semana no último: ou seja, houve queda da atividade. Considerando-se apenas os indivíduos que se mantiveram ativos em 1997 (334 participantes), também houve diminuição: de 8 horas para 7 horas por semana. Nos outros 193 (36% da amostra), a média de atividade, que era de 7 horas, caiu a zero no último ano.
O trabalho mostrou também que a idade mais velha faz aumentar o risco de se tornar inativo em aproximadamente 2% ao ano. Outro fator associado à diminuição do exercício foi a falta de locais para a prática de atividade física no bairro, que aumentou 1,6 vezes a chance de favorecer a inatividade no indivíduo. “Aumentar a disponibilidade de equipamentos e espaços para o exercício nas comunidades pode ser um fator-chave no desenho de intervenções para aumentar a atividade física”, defendem os autores.
Referência(s)
Weiss DR, O'Loughlin JL, Platt RW, Paradis G. Five-year predictors of physical activity decline among adults in low-income communities: a prospective study. Int J Behav Nutr Phys Act. 2007;4:2.
Por Patricia Logullo para Nutritotal
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Can Diet Help Stop Depression and Violence?
By Jurriaan Kamp, Ode. Posted August 28, 2007.
New research suggests that certain supplements and foods can help curb prison violence and increase academic performance in troubled students. Yet the effect of nutrition on psychological health and behavior is still controversial.The best way to curb aggression in prisons? Longer jail terms, maybe, or stricter security measures? How about more sports and exercise? Try fish oil. How can children enhance their learning abilities at school? A well-balanced diet and safe, stimulating classrooms are essential, but fish oil can provide an important extra boost. Is there a simple, natural way to improve mood and ward off depression? Yoga and meditation are great, but -- you guessed it -- fish oil can also help do the trick.
A diet rich in vitamins, minerals and fatty acids like omega-3 is the basis for physical well-being. Everybody knows that. But research increasingly suggests that these same ingredients are crucial to psychological health too. And that's a fact a lot of people seem to find hard to swallow.
The relationship between nutrition and aggression is a case in point. In 2002, Bernard Gesch, a physiologist at Oxford University, investigated the effects of nutritional supplements on inmates in British prisons. Working with 231 detainees for four months, Gesch gave half the group of men, ages 18 to 21, multivitamin, mineral and fatty-acid supplements with meals. The other half received placebos.
During the study, Gesch observed that minor infractions of prison rules fell by 26 percent among men given the supplements, while rule-breaking behaviour in the placebo group barely budged. The research showed more dramatic results for aggressive behaviour. Incidents of violence among the group taking supplements dropped 37 percent, while the behaviour of the other prisoners did not change.
Gesch's findings were recently replicated in the Netherlands, where researchers at Radboud University in Nijmegen conducted a similar study for the Dutch National Agency of Correctional Institutions. Of the 221 inmates, ages 18 to 25, who participated in the Dutch study, 116 were given daily supplements containing vitamins, minerals and omega-3 for one to three months. The other 105 received placebos. Reports of violence and aggression declined by 34 percent among the group given supplements; at the s;ame time, such reports among the placebo group rose 13 percent.
Gesch is quick to emphasize that nutritional supplements are not magic bullets against aggression, and that these studies are just "promising evidence" of the link between nutrition and behaviour. "It is not suggested that nutrition is the only explanation of antisocial behaviour," he says, "only that it might form a significant part."
But Gesch is just as quick to emphasize that there is no down side to better nutrition, and in prisons in particular, the cost of an improved diet would be a fraction of the cost of other ways of addressing the problem of violence among inmates.
Still, the menu in British prisons hasn't changed in the five years since Gesch published his results, even though the former chief inspector of prisons in the UK, Lord Ramsbotham, told the British newspaper The Guardian last year that he is now "absolutely convinced that there is a direct link between diet and antisocial behaviour, both that bad diet causes bad behaviour and that good diet prevents it."
Yet the effect of nutrition on psychological health and behaviour is still controversial, at least in part because it is so hard to study. Our moods, emotions and actions are influenced by so many factors: everything from our genes to our communities to our personal relationships. How can the role of diet be isolated among all these competing influences? That's exactly why Gesch conducted his study in prisons. In a prison, there are far fewer variables, since all detainees have the same routine. Do the results of the inmate trials reach beyond the prison walls? Gesch thinks so: "If it works in prisons, it should work in the community and the society at large. If it works in the UK and in the Netherlands, it should work in the rest of the world."
Another place improved nutrition seems to be working is in the city of Durham in northeastern England. There, Alex Richardson, a physiologist at Oxford University, conducted a study at 12 local primary schools. The research examined 117 children ages 5 to 12, all of whom were of average ability but were underachieving.
Instructors suspected dyspraxia, a condition that interferes with co-ordination and motor skills and is thought to affect at least 5 percent of British children. Possible signs of dyspraxia may include having trouble tying shoelaces or maintaining balance, for example. The condition frequently overlaps with dyslexia and attention deficit hyperactive disorder (ADHD), and is part of a range of conditions that include autistic-spectrum disorders.
123Next page »China and Vietnam battle lethal pig disease
China has reported losing or culling over 600,000 pigs with blue-ear disease —porcine reproductive and respiratory syndrome — since mid-2006 when this strain first appeared. Vietnam began reporting cases in March this year.
Blue-ear disease weakens the infected pig's immune system. Adult animals often survive, but piglets frequently die from secondary bacterial infections, which can turn ears blue.
But sows and piglets are dying in the current outbreak. A group from the Institute of Microbiology in Beijing have described a genetic variation in the virus that they believe may be responsible for its increased deadliness.
Some media outlets have accused China of not sharing virus samples, but the Food and Agriculture Organization (FAO) in Beijing says this is premature, stating that it has not yet asked the Chinese government for samples or permission to investigate the outbreak, but intends to make a request soon.
The Vietnamese government has already requested assistance from the FAO after outbreaks increased in June and July. Samples are currently being analysed in US-based laboratories.
Link to full article in Science
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Perigo no ar: novos testes revelam milhares de químicos potencialmente nocivos a mais
por David Biello para SciAmerican
O inseticida DDT é infame por ser transmitido na cadeia alimentar e, entre outros males, fazer com que a casca dos ovos das águias carecas fique fina como papel. O carcinogênico entra na cadeia alimentar em concentrações baixas mas, devido à capacidade de se esconder em moléculas de gordura, chega a concentrações cada vez mais altas (um processo chamado biomagnificação), passando de algas para larvas e então dos peixes para águias – o que levou à sua proibição nos Estados Unidos em 1972.
No entanto, uma parte importante da “rede de ar” da Terra foi deixada de lado: os animais que respiram, de roedores a seres humanos. Um novo estudo mediu a facilidade com que substâncias químicas saem dos pulmões para o ar em comparação à facilidade com que elas são dissolvidas em gorduras e água. A pesquisa, publicada na Science, revela que milhares delas têm a capacidade de se acumular em animais que respiram ar – e talvez também naqueles que “respiram” água.
Um grande número de substâncias químicas solúveis em água não se dissolve tão bem no ar, se acumulando “especificamente em cadeiras alimentares não-aquáticas: mamíferos, pássaros e seres humanos”, explica o chefe da pesquisa, Frank Gobas, da Simon Fraser University, na Columbia Britânica.
Gobas e sua equipe estudaram cerca de 12 mil substâncias químicas sob revisão do governo canadense para determinar seus efeitos sobre o ambiente e a saúde, e descobriram que um terço delas pode se acumular em animais que respiram ar. Por exemplo, o pesticidade lindano, usado tanto na agricultura como no tratamento de piolhos em humanos, não se acumula em peixes, mas se concentra nos lobos canadenses que se alimentam de caribu – que, por sua vez, come liquens. “Cerca de um terço desses químicos comerciais usados hoje agora pertencem ao grupo dos potencialmente biomagnificadores”, diz Gobas. “No Canadá, são de três a quatro mil químicos, mas nossa lista é pequena comparada aos usados nos Estados Unidos e União Européia”.
A contagem total de químicos poderia chegar a 10 mil no mundo todo, afirma Gobas. Mas ele explica que a maioria, se não todos, se provará benigna porque muitos podem ser quebrados por processos celulares. Infelizmente, esse metabolismo ainda é, em boa parte, um mistério. “Não somos muito bons para prever ou medir a rapidez com que os químicos são quebrados pelos organismos”, ele admite. “Não existem informações sobre esse processo em relação a até 90% das substâncias químicas no mercado, o que é um grande problema”.
Os químicos potencialmente perigosos vão de pesticidas àqueles usados em perfumes e tecidos. Compreender como os processos celulares os decompõem é o próximo passo mais importante. “Daqui a muito anos, esperamos poder relacionar os níveis de transformação metabólica à natureza física e química das substâncias”, diz Gobas, “Com base nessa estrutura, gostaríamos de estimar melhor os níveis metabólicos e assim a capacidade de bioacumulação”. Enquanto isso, ele afirma, pode ser uma boa idéia testar o potencial de bioacumulação das substâncias químicas tanto no ar quanto na água.
A intrigante comunicação das bactérias
por Marguerite Holloway para SciAmerican
É de manhã bem cedo e Bonnie L. Bassler atravessa o campus da Princeton University. Ela vem direto da aula de aeróbica que dá toda manhã, às 6:15 - "Levanto exatamente às 5:42, nem um minuto antes, nem um minuto depois", diz, enfática. Bassler fala quase tudo com a mesma energia, e, quando a conversa passa para seu trabalho, ela fica, se é que isso é possível, ainda mais dinâmica. "Não fui feita para ficar parada no tempo", ri. "Fui feita para ser um furacão."
Bassler - professora de biologia molecular, ganhadora de um prêmio em 2002 pela MacArthur Foundation, e ocasionalmente atriz, dançarina e cantora - tem 41 anos e estuda as bactérias e o modo como elas se comunicam entre si e com outras espécies. O "quorum sensing", como o fenômeno é chamado, algo como percepção de quórum, é uma ciência jovem. Até há bem pouco tempo ninguém imaginava que as bactérias conversassem entre si, muito menos de um modo capaz de alterar seu comportamento. Bassler tem tido um papel fundamental na rápida ascensão dessa área. Ela decifrou alguns dos dialetos - mecanismos genéticos e moleculares que diferentes espécies usam - mas é mais conhecida por ter identificado o que pode ser uma linguagem universal compartilhada por todas as espécies, algo a que ela se referiu, bem-humorada, como "esperanto bacteriano".
Como o nome sugere, o quorum sensing descreve como cada bactéria percebe quantas outras há nas redondezas. Se há presença suficiente (quórum), elas podem pôr mãos à obra imediatamente ou decidir "enrolar" mais um pouco. Milhões de bactérias luminescentes são capazes de decidir emitir luz ao mesmo tempo para que seu hospedeiro, uma lula, por exemplo, brilhe - talvez para distrair predadores e fugir. Ou bactérias salmonela podem resolver esperar até que seus batalhões estejam organizados antes de liberar uma toxina que faça o hospedeiro adoecer; se agissem como assassinos independentes, em vez de atuarem como exército, o sistema imunológico provavelmente as eliminaria. Pesquisadores mostraram que as bactérias também usam o quorum sensing para formar a placa bacteriana sobre os dentes, corroer cascos de navios e controlar a reprodução e a formação de esporos.
Se realmente for assim, as implicações são enormes. O quorum sensing nos remete à evolução. Talvez as primeiras bactérias tenham se comunicado, depois se organizado de acordo com diferentes funções e, finalmente, formado organismos complexos. De forma mais prática, o quorum sensing dá à medicina uma nova estratégia: se destruirmos o sistema de comunicação de bactérias perigosas, como o enterococo resistente a antibióticos, talvez elas não consigam organizar seu ataque com eficiência. Nas palavras de Bassler, "você tanto pode torná-las surdas como mudas".
1 2 3 »
Video: Contaminação por mercúrio
O que isso causa em você e como você foi intoxicado, você sabia que os peixes tem a maior concentração de mercúrio dentre todos os alimentos?
Clique nessa matéria da CNN aqui.
Effects of Fast Food Branding on Young Children's Taste Preferences
A new study in the Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine indicates that the annual $10 billion the food and beverage industry is spending on advertising foods to kids is working alarmingly well. The study found that four out of five kids preferred the flavor of foods served in McDonalds packaging as compared to the exact same foods served in packaging without the McDonalds brand.
By the time they are two years old, children may already have beliefs about certain brands, and by the age of six they can recognize brands and specific brand products. Not surprisingly, the study found that kids with more televisions in the home had stronger preferences for brands.
The authors suggested this study strengthened the justification for tighter regulation or banning of advertising and marketing of high calorie, low nutrient food and drink, and perhaps a ban on all marketing that is aimed at young children.
read more (Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine)